E quem foi que disse que brasileiro não sabe fazer séries?

Postado em sábado, 11 de junho de 2011 tags , , , , , , , , . Siga via RSS 2.0


Durante muito tempo e muitas tentativas, um dos mitos populares praticamente consolidados a respeito da TV era a de que brasileiro não sabe fazer séries. Tudo bem quanto às minisséries, tudo ótimo quanto às novelas, embora atualmente haja lá as suas ressalvas, mas de fato as séries nunca foram mesmo o nosso forte, porém as coisas parecem ter começado a mudar.

Há algum tempo há um nítido esforço em fazer com que elas aconteçam, mesmo que não sejam o carro-chefe da programação. O lançamento da atual safra de série veio com direito a honra e destaques. Muitas estreias e expectativas, algumas baixas e algumas consagrações. Quanto as baixas – justas ou não – não há grande serventia em chorar pelo leite derramado, mesmo porque as consagrações parecem superar a sensação de injustiça.

A respeito da nova safra, Divã foi realmente um bálsamo em meio as boas e más estreias que tivemos por aqui. Uma boa promessa recente é “A mulher invisível” que ainda merece o benefício da dúvida por até esse momento ter sido exibida apenas um episódio, porém apresentou um texto muito interessante, o que é um grande diferencial.

Parece pouco, mas apelando para a memória podemos perceber um novo modo de fazer. Se antes as séries globais eram exibidas o ano todo, agora estamos falando em temporadas: um jeito mais econômico e seguro de sentir a repercussão do telespectador e cuja tesourada em caso de baixa não deixa tantos ranços, mágoas e memórias. Talvez por isso agora seja possível falar em sucessos e acertos afinal esse modus operandi é bem próximo ao molde americano, onde as séries realmente fazem sucesso.



Da última safra, Tapas & Beijos e Divã com certeza são o que há de melhor e tem tudo para se juntar a galeria daquilo que deu certo: Sai de Baixo, Mulher, A Grande Família, Os Normais, Força Tarefa e A Cura, que recentes ou não, permanecem na memória do público. E a torcida é para que esse hall possa aumentar, afinal a carência e a fome de ficção e fantasia do telespectador é imensa, mesmo que este não assuma e se diga contra qualquer coisa que haja além do telejornal e dos documentários. E quer saber? Gente nesse time é o que não falta...

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* Perfil: Emanuelle Najjar - Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)



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