O ano em que eu tive contato direto com Deus - uma história real

Postado em sábado, 31 de dezembro de 2011 tags , . Siga via RSS 2.0


Eu sempre achei que aquela música que diz "mamãe passou açúcar em mim" fazia sentido comigo, mas no sentido de que as crianças me adoram. Tipo como se eu fosse doce mesmo.

Aí que ano passado a chegada de uma priminha na casa da minha avó - são três casas - mudou a vida dela e de minha tia.

A primeira parecia estar meio que desistindo da vida. Sabe quando parece que os desafios acabaram e nada mais faz sentido? Acho que ela sentia algo assim.

Já minha tia, bem há quase seis anos ela perdeu seu filho, meu primo, num acidente de moto. Entrou em uma terrível depressão, falava até em tirar a própria vida.

O que aconteceu? Essa menininha, que na época tinha apenas um ano, trouxe alegria para essa casa que novamente voltou a sorrir, a ter vida. Hoje não existe resquícios de depressão por ali.

Em 2011 eu vivenciei isso mais de perto com a chegada do meu sobrinho. Ele veio de um susto, quando minha irmã do nada resolveu que iria ser mãe e só nos comunicou esse desejo quando de fato esperava um bebê. Uma loucura.

Mas... sabe quando uma coisa aparentemente errada se torna certa?

Esse menino aproximou uma família que já não fazia refeições em conjunto ou ligava o televisor da sala - só acontecia quando tinha visita.

Cada um no seu quarto, no seu computador, na sua vida. É um reflexo das famílias de hoje.

Tudo se transformou, agora o mundo gira em torno do Vitor Hugo. Um menino que, como a Isabelle, do início do texto, me escolheu. Ela me adora, ele me adora, eu os amo.

E como foi esse contato com Deus? Ora, existe contato maior que acompanhar o desenvolvimento de um bebêzinho dia após dia?

A primeira vez que eu fiz ele dormir ou acalmei seus choros; quando eu descobri que, diferente do que todos pensavam e do que os médicos diziam, meu sobrinho não tinha cólica, ele tinha fome, o leite materno não sustentava;

As primeiras palavrinhas: "apu" e, quando chorava, era muito engraçado, dizia "ai nenê".

E a mágica de olhar uma simples parede como se fosse a coisa mais fantástica do mundo?

O primeiro passinho, a dança do pintinho amarelinho que aprendeu, os beijos que joga quando solicitado ou não, os abraços carinhosos...

Ele imita minha risada e meio que virei o "tio professor de dança". Como sempre estou ouvindo música, ele já chega se sacolejando e pede pra vir no meu colo.

Aliás, meu quarto é seu parque de diversões favorito.

De bebê mirradinho a um bebêzão fofinho que pouco antes de completar onze meses (fez isso dia 26) já anda.

Todo final de ano eu costumo dizer "eu não vi esse ano passar". 2011 passou rápido sim, mas eu vi, eu estive presente em cada dia e, cada descoberta desse menino, cada novidade que ele aprendia, é um registro de que o ano voou mas, como diria Roberto Carlos, emoções eu vivi. E foram muitas, bicho!

Duas crianças que transformaram famílias e que nos colocam pra pensar em quantas outras sofrem nas mãos de pais cretinos e que, por burrice, acabam perdendo essa mágica incrível, a mágica da vida.

Por isso, nesse último artigo do ano, eu desejo que você conheça a mágica da vida em 2012 e, se você já tem ela pertinho de você, ame, pois não existe nada mais sincero no mundo que o amor de um bichinho de estimação ou de uma criança.

Felizmente elas ainda não se corromperam pela falsidade da vida adulta.

Feliz 2012, obrigado pela companhia, pela amizade e pela mágica que também é estar aqui com vocês, no Cena Aberta!



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