Dexter: Começou a última temporada

O seriado “Dexter” retornou à TV americana na noite de domingo para sua oitava e última temporada. O enredo que conta a história de Dexter, um agente forense que é também serial killer carrega o peso de ser a maior audiência do Showtime, canal que a exibe.

O episódio desta premiere teve foco exclusivo nas conseqüências da morte de La Guerta na vida de outros personagens, e a forma com a qual cada um lidou com a dor. Debra, responsável pelo assassinato da ex-chefe foi aquela mais afetada pela perda, perda essa não apenas pela figura de La Guerta, e a constatação de que estando ao lado de Dexter, ela estava moralmente do lado errado já que a moça tem plena consciência do quão perigoso o irmão pode ser, mas também a perda de sua própria identidade e valores como pessoa.

Debra apesar de todos os palavrões proferidos durante as temporadas, sempre foi a reserva moral da série do que se referia ao seu caráter e ver a personagem contra ela mesmo é benéfico para a série.

O ponto de interrogação do episódio fica em cima do protagonista. Dexter é ou não um psicopata?

Segundo a tese da doutora Evelyn Vogel, e nova chefe da Miami Metro psicopatas são aqueles que não conseguem sentir empatia ou apego por nada, como é possível então que a falta de Debra tenha causado tanto descontrole emocional em Dexter?

O diretor do episódio levou ao pé da letra as aulas de cinema e fotografia, já que todas as cenas de Dexter e Debra cujas emoções eram incertas foram feitas em ângulos diagonais sugerindo em imagens esse desequilíbrio. Para uma temporada final, o enredo e a entrada da doutora Evelyn como personagem recorrente parece ser uma boa aposta, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa.

Vamos aguardar e acompanhar  o desfecho do anti-herói mais querido da TV.

* João Paulo Reis

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