Ética e bom caráter passam longe de AMOR À VIDA

Amor à vida é praticamente um ninho de cobras. Difícil achar personagens éticos e de bom caráter na novela. A começar pela família Khoury. Só se salva Pilar, Jonathan, Dona Bernarda e Paloma, mas esperta e gente boa ao mesmo tempo só a Dona Bernarda, pois, o resto, apesar de serem do bem, sofrem de lerdeza crônica, a Pilar é a campeã. César é o vilão mor, muito mais vilão que o Félix, já que boa parte do que ele é deve-se ao César. O que não justifica suas maldades só fiz uma comparação entre os personagens. Tamara se pudesse venderia   até a filha em nome do conforto. Edith é outra mau-caráter. Casou por pura conveniência, para ter uma vida melhor e sabia muito bem que o marido era gay. Não sei do que ela está reclamando.

O hospital é uma filial do Butantan, só tem cobras. A começar pelo diretor que foi citado acima. Aliás, um erro do Walcyr. Se o César fosse um homem justo, de bem, a história ficaria mais crível. De um modo geral: médicos, enfermeiros e funcionários de quase todos os setores do hospital não tem um pingo de ética e se tiverem que passar por cima dos outros para conseguir conquistar seus objetivos pessoais o fazem sem pensar duas vezes. Sem contar o uso indevido do local de trabalho como faz o casal Michel e Patrícia que agem como se estivessem em um motel. Quando se pensa que há uma alma boa, no caso o doutor Lutero, enganá-se porque o médico, mesmo com problemas, com as mãos tremulas, não queria largar o osso de jeito nenhum e ainda contava com o apoio da que eu pensava que também era ética, a enfermeira Joana. Os pacientes poderiam morrer se ele falhasse, mas não tem problema, isso é o de menos, o importante mesmo era manter o cargo do respeitado doutor Lutero. Ele foi afastado, mas ainda não se conforma. Amostras de dna trocadas, prontuário falsificado, mortes provocadas, orçamentos adulterados são só mais algumas coisinhas que acontecem no idôneo e confiável hospital San Magno.

Poderia continuar, porque mau caratismo é o que não falta no hospital e em outros núcleos, mas não pretendo porque o texto ficaria enorme. Mas um último caso me deixou estarrecido. O irmão do Bruno, que parecia ser um rapaz do bem, esforçado, do nada, de repente, resolveu que para pagar sua faculdade é melhor dar um golpe na enfermeira Joana do que continuar trabalhando com afinco. É o fim da picada. É claro que há pessoas de bem na novela, mas a grande maioria passa longe da ética e do bom caráter. Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.

* Gilmar Moraes

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4 comentários :

  1. Pois é, bem estranho a novela se chamar "Amor à Vida" quando a mesma não passa nenhuma mensagem de amor, apenas traições, o dr. César já engravidou o elenco inteiro da novela e ainda estão para aparecer mais duas filhas dele... Na novela chove mau-caratismo! Já repararam que no hospital não nenhum médico com carisma, médicos humanos, do bem, ali só há médicos da pior laia! A novela deveria se chamar "Traições da Vida", nunca vi tanta traição e tanto chifre numa novela só! Parabéns pela bela mensagem Walcyr!

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  2. Talvez o fato do hospital ter tanta gente ruim lá dentro seja um reflexo da presença de Cesar e Felix na sua administração. Se fosse administrado por gente do bem, ficaria desequilibrado, mas o San Magno é mostrado como um lugar de corrupto desde a sua diretoria até o entregador de refeições. Acho que aí que está o "choque": Ele parece ser um hospital de respeito, mas é formado por pessoas de caráter duvidoso.

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  3. Interessante Felipe, mas mesmo assim com toda essa má influência mais funcionários eram para resilstir e serem do bem.

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