Novelas não são feitas para os críticos

O grande público não sabe e nem se importa com quem escreve, dirige ou cuida do figurino de uma novela. Quando gostam, para os críticos pode ser a maior porcaria do mundo que mesmo assim dará uma grande audiência.

Na Globo novelas primorosas como Lado a lado e Ciranda de Pedra  são só dois exemplos de novelas que os críticos gostavam, mas que simplesmente foram ignoradas pela maior parte dos telespectadores. Por outro lado tramas detonadas como Fina Estampa e agora Amor à Vida dão grande audiência e são queridas pelo público. Acontece também em outras emissoras. Na Record a crítica detonava Os mutantes, mas quem assistia, adorava. A prova é que a novela foi uma das maiorias audiências do canal. O SBT produziu primores como Éramos Seis, As pupilas do Senhor Reitor, Os ossos do Barão, mas todas elas foram superadas em audiência pelas tão criticadas novelas mexicanas dubladas como a trilogia das Marias, A Usurpadora e também pelos remakes brasileiros de novelas mexicanas como Pícara Sonhadora, Marisol, Esmeralda e Canavial de Paixões.

O que foi dito acima demonstra que o público no geral não se interessa por detalhes, o importante para ele é gostar da novela seja ela bem feita ou não, seja ela bem quista pela crítica ou não. Seja uma superprodução ou uma produção modesta. Às vezes crítica e público se encontram e ambos têm a mesma opinião sobre certas novelas, como foi o caso de Avenida Brasil, Cheias de Charme,  dentre outras.

Não quis dizer com esse texto que o grande público não sabe apreciar um folhetim ou que os críticos são os errados, quis apenas mostrar que novela não é equação matemática em que basta aplicar uma formula para ter um resultado exato. Cabe às emissoras encontrar o caminho das pedras e fazer novelas que agradem as duas partes, se não for possível que atinja o grande público pois é ele que rende audiência e que por conseqüência traz os anunciantes, que tornam possível a realização do produto.   Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.

* Gilmar Moraes

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5 comentários :

  1. A questão é que os críticos são 'intelectuais' e não tem o mesmo gosto do 'povão' e isto é que interessa p/ emissoras de tv,porque são eles que escrevem nos jornais e revistas.

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  3. Isso me parece igual a gente pedante que, diante de um texto, fica procurando defeitos na gramática ou ortografia. E ao achar um deslize, focam nisso e esquecem toda e qualquer boa qualidade que a mensagem passa. Tem que ter mais boas vontade, com autores de novela e comentadores. Erros são cometidos, mas as boas intenções e o esforço, o risco de se expor para todos, isso tem valor! =Gonzo=

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  4. Oi, Gilmar!
    primeiro, acho que há uma confusão no título: não há nada que seja produzido "para críticos" (nem novela, nem filme, nem arte alguma).
    Segundo, no caso da TV, é preciso deixar de lado o fantasma do Ibope, da audiência. (No meu blog, por exemplo, nunca menciono audiência e acho isso das coisas mais pobres de quem critica TV). Audiência é boa pra anunciantes, publicitários. Não interessa nem ao público e acho que ao crítico deve interessar cada vez menos.
    Por fim, creio que o papel da crítica não é dizer o que o povo deve ver ou não - é refletir sobre algo, sobre os sentidos, propósitos e resultados. É também não ser conformista do tipo "oh! que audiência linda, vamos falar disso". Muita coisa tem audiência e não tem crítica (partida de futebol, telejornais, programas de documentário etc.). Enfim, acho que a reflexão é longa, mas só quis apontar isso pq passei por aqui agora e não pude não comentar! Abraço!

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  5. Pertinente seu comentário, mas aqui eu quis apenas mostrar como um mesmo produto pode agradar A e não agradar B e que muitas vezes algumas obras são desvalorizadas pela crítica, mas adorada pelo povo. Então creio que o grande público e seus gostos também devem ser ouvidos porque são feitas para todos, incluindo aí os críticos também. Abraços.

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