O problema de “Pecado Mortal” é a falta de foco

“Pecado Mortal” fecha hoje sua segunda semana no ar, mesmo tendo sida exibida durante três dias na primeira. Já é possível fazer uma avaliação do primeiro trabalho do autor Carlos Lombardi fora da Globo.

A produção teve uma estreia confusa, repleta de cortes e cenas muito curtas. Deu a impressão que estavam exibindo um ‘compacto dos melhores momentos’. Depois, a novela seguiu de forma mais harmônica, mas entre aspas.

Lombardi sempre foi criticado pelo excesso de pessoas desnudas e cenas de ação, com brigas entre os personagens. Na nova emissora, além desses recursos, o autor caprichou nas cores ao inserir muitas cenas de sexo e tiros, algo que ele não podia fazer às 19h, na Globo.

Ao mesmo tempo, “Pecado Mortal” também tem história e ela está sendo bem desenvolvida. Seria interessante, no caso, apostar mais no texto e menos em sexo e tiros. O telespectador pisca e já tem gente brigando.

Algumas brigas, cabe dizer, bizarras. Em uma das primeiras cenas o personagem de Fernando Pavão foi obrigado a tirar a camiseta, foi a primeira coisa que o bandido disse. Sério?

Talvez essa sensação de bagunça tenha espantado o público. Um pouco de foco e, quem sabe, apostar em mais humor, que sempre foi um dos pontos altos de Lombardi, seria o caminho pra chamar a atenção.

Em resumo, tal qual “Dona Xepa”, o folhetim tem potencial, elas são superiores à “Balacobaco” e “Máscaras”, e mostram que a Record está voltando a colocar suas produções nos trilhos.

* Publicado originalmente em A TV Em Cena

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1 comentários :

  1. Eu vi um pouco e pelo que eu vi, a novela é carismática, dá vontade de continuar vendo. Mas realmente existe esse excesso de tiro e sexo, mas tomara que vá diminuindo e se invista mais na história em si. Paloma Duarte arrasando como sempre, mas outros no elenco estão se saindo muito bem.

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