Mateus Solano merece mais que um personagem do "Zorra Total"


Nesta semana revi a minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", do autor Manoel Carlos. Dentre os destaques, o ator Mateus Solano. Foi neste trabalho que prestei atenção em sua atuação e, imagino, foi quando se tornou conhecido do público. Depois, emplacou diversos personagens.

Enquanto assistia a produção, mentalmente relembrei de Jorge e Miguel, os gêmeos da criticada "Viver a Vida", também de Maneco. O ritmo lento do folhetim incomodou muita gente, entretanto, Solano, Alinne Moraes e Lilia Cabral arrebentaram. E ele, por conseguir, tal qual Glória Pires em "Mulheres de Areia", dar um tom diferente para cada um dos irmãos.

E aí que é impossível não concluir que estamos falando de um dos maiores talentos de sua geração, aquele que se inclui na pequena lista de bons galãs globais - é um time que está em baixa na televisão brasileira. Mateus Solano tira leite de pedra em "Amor à Vida".

Essa tinha tudo pra ser a melhor novela da carreira de Walcyr Carrasco. Em seu início, por conta do ritmo, cheguei a imaginar que estávamos diante de uma nova "A Favorita". Em dois meses, percebi que estava vendo um "Zorra Total" diário e desisti - artigo bem humorado diz que a novela tem como fonte o Google. Como muitos, não consigo assistir apenas para criticar, prefiro pular fora.

No entanto, meses se passaram e Solano continua sendo elogiado pelo espetáculo de sua atuação. Não duvido, lá no início, já era visível que "Amor à Vida" era dele. Hoje, com todo mundo cansado de Valdirene (Tatá Werneck) ou Patrícia (Maria Casadevall) e Michel (Caio Castro) em meio a tantas sequências repetidas, mesmo de fora, consigo cravar que ele carrega a novela nas costas.

Mais que isso: lamento que Mateus não tenha em mãos um texto de Manoel Carlos, numa terceira parceria. Félix seria muito mais que alguém que salgou a Santa Ceia. Uma pena, inclusive, que ele não poderá estar no último folhetim do autor, já que foi um dos destaques de suas últimas produções.

Há que se reconhecer, no entanto, o esforço de um profissional que, mesmo numa espécie de "Zorra Total", vai sair de cena como o melhor ator do ano. Merecidamente.

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