Fernanda Montenegro e um reconhecimento ‘tardio’; “Doce de Mãe” merece a vaga da “Grande Família”


Acho que é chegado o momento de separar a torcida por emissora x e y e exaltar o merecido reconhecimento internacional de uma das maiores estrelas da TV brasileira, a grande dama do teatro, da TV e do cinema, Fernanda Montenegro, que já havia sido indicada ao Oscar, mas que, na ocasião, acabou perdendo o prêmio.

É motivo de orgulho saber que nosso país, tardiamente, está sendo aplaudido lá fora. Se o Brasil produz as melhores telenovelas, como que, até agora, ainda não estávamos bem posicionados nas premiações do segmento? Os folhetins brasileiros já eram sucesso de vendas, mas ainda faltava esse carimbo, atestando nossa qualidade.

E Dona Fernanda Montenegro é aquilo que chamamos de ‘monstro sagrado’. Ela faz parte de um seleto time cuja história se confunde com a do veículo televisão, entretanto, mais que um nome, é um reconhecido talento. Um dos maiores. Tem no currículo trabalhos inesquecíveis e incríveis, como Jacutinga, Quitéria Campolargo, Luisa, a Madrasta de “Hoje é dia de Maria”, Bete Gouveia, Dona Cândida, dentre muitos outros.

Ah, claro, Dona Picucha em especial, não apenas pelo prêmio. Dona Fernanda assumiu sua idade, é uma senhora de 84 anos. Se despiu de qualquer vaidade ao revelar, na tela da TV, as marcas do tempo em seu rosto. Mas fez uma personagem que não pode ser descrita como uma ‘velhinha maluca’, como disse ao “Fantástico”, e sim um exemplo para os que estão na ‘melhor idade’ e deveriam aproveitar a vida, tanto quanto Picucha, que deu um balão nos filhos. Ou a própria Fernanda, que segue em plena atividade e arrebentando a cada novo trabalho.

“Doce de Mãe”, aliás, logo após a exibição do especial, ano passado, foi tida por mim como a substituta ideal para “A Grande Família”. Há muito tempo a Globo estuda um produto para a vaga e, agora em formato de série, é uma excelente pedida. Tem um elenco incrível, texto afiado e é destinado à família, tal qual a produção estrelada por Marieta Severo e cia, que há mais de uma década é campeã de audiência e crítica.

O Emmy, aliás, já colocou a Globo para planejar uma segunda temporada do seriado. Quem sabe, para 2015, não seja efetivado como o dono das noites de quinta-feira, por puro merecimento?

Resumo da ópera: em meio a crise de criatividade da TV brasileira, em algumas ocasiões somos surpreendidos com algo tão bom. E esse reconhecimento, com o Emmy, dá um novo gás ao produto nacional. #orgulho 

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