Que dorzinha ler a entrevista do Maneco: "Não tenho mais condições de fazer"


Maneco é meu favorito desde que me conheço por gente. Uma paixão que veio antes, bem antes de eu cogitar que um dia trataria sobre TV. que o veículo teria importância em minha vida.

"Felicidade" deu início a essa 'parceria'. Nuna perdi uma novela inédita, nem uma reprise. E até revi "Maysa", dias atrás, como comentei.

E espero com expectativa sua última novela das nove. Apesar de saber que ele deverá voltar com minisséries, ou novelas mais curtas em outras faixas, não deixa de ser triste. E compreensível.

A idade chega pra todo mundo, inclusive para quem admiramos. Deu uma dorzinha seguir a entrevista do mestre ao Estadão.

Alguns trechos:

Causou uma certa espécie eu dizer isso, parecia que eu ia me atirar da ponte Rio-Niterói, mas eu não tenho mais condições de fazer, é muito sacrificante para mim.

Não importa, eu sou de um tipo de autor que divide pouco. Eu escrevo tudo e peço a eles algumas cenas. Eles são ótimos, poderiam escrever muito mais, mas eu tenho aquela coisa de que eu preciso olhar tudo, reler tudo, eles estão acostumados comigo. Dessa vez, quando aceitei fazer essa novela, impus duas condições e falei ao Manoel Martins (diretor de Entretenimento): que a novela seja mais curta - não vou fazer 200 e tantos capítulos; ele falou: "não, todas as novelas são mais curtas a partir de agora". E parece que são mesmo. E outra: se eu ficar muito cansado, eu passo a novela para os meus colaboradores e fico supervisionando. Ele disse: "tudo bem, você não confia nos seus colaboradores?" Eu confio integralmente. É pelo volume de trabalho, é muita coisa.

Acho que deve ter de tudo. Agora, veja bem: eu não sou ruim de audiência, não é um estouro, mas eu tô lá. Essas pessoas que me acompanham nessas novelas todas vão deixar de me ver porque também optaram por ver tudo aquilo? Acho que não. Agora, não posso deixar de registrar que dei um pouco mais de ritmo às coisas.


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