Autor segura personagens e “Em Família” perde audiência


Em "Viver a Vida", o atraso na entrega dos roteiros culminou em gravações em cima da hora, dificuldade na edição e, para preencher os capítulos, o diretor Jayme Monjardim apostava em diversas sequências de paisagens, com música ao fundo, ou flashback de cenas inteiras. "Em Família" ainda não vive situação parecida, mas está perto disso.

São muitas as situações em que Laerte (Gabriel Braga Nunes) surge tocando flauta ou Benjamin (Paulo José) vai à casa de repouso para agradar os internos ao mostrar seus dotes no piano. Alguns personagens também pedem para Paula cantar — sua intérprete, Manu Gavassi, é cantora na vida real —, ou algumas sequências em que o elenco dança ao som de zouk. Ah, claro... fazem uso de flashback. O diferente, no caso, é que o folhetim está andando.

Mas caminha a passos lentos. Antes, a expectativa era para quando Shirley (Vivianne Pasmanter) entraria em cena. Agora, todos aguardam um surto da prometida vilã que, até aqui, age como uma pessoa normal, disputando com outras mulheres o amor de Laerte. Do outro lado, a espera para o ex-ciumento finalmente entrar na vida de Helena (Julia Lemmertz), Virgílio (Humberto Martins) e Luíza (Bruna Marquezine).

Ao mesmo tempo, Juliana (Vanessa Gerbeli), que teve muito destaque no início da terceira fase da produção, tem aparecido pouco em capítulos recentes. As atenções estão voltadas para o triângulo amoroso formado por Marina (Tainá Müller), Clara (Giovanna Antonelli) e Cadu (Reynaldo Gianecchini). Esse núcleo sim, está num ritmo interessante.

Justiça seja feita, no atual momento de "Em Família", os três estão segurando a novela, é o que salva. Fora isso, ainda está tudo muito superficial, não existe um aprofundamento nos dramas, grandes acontecimentos. Sim, teve um novo embate entre Virgílio e Laerte, mas a briga estrelada por Guilherme Leicam e Nando Rodrigues foi muito mais convincente e impactante.

Em resumo, estamos falando de uma história que tem tudo pra acontecer, entretanto, falta alguém acender o pavio dessa bomba, que está demorando para explodir. Enquanto isso não acontece, a audiência do horário segue em queda livre.

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2 comentários :

  1. O triangulo é interessante, mas tbm é mal explorado pelo autor. poderia dar mais destaque para o Cadu,acho o casal interessante, legal, com a doença dele, uma linda historia de amor poderia ser contada, mas o autor parece mais interessado em uma campanha por elas. A briga dos dois semana passada foi otima, com grandes atuacoes, imagina um acerto de contas de Cadu e Marina? as possibilidades sao enormes.

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  2. É triste ver que "Em Família" é a última novela do Maneco e que está nesse ritmo devagar quase parando. Já disse isso uma vez e repito: o autor é ótimo em diálogos, mas precisa de alguém supervisando a história para fazer a coisa acontecer. Eu ia adorar ver a Helena enlouquecida se transformando numa vilã recalcada pelo passado, ao ver o Laerte com a Luiza e o Virgílio se apaixonando pela Ana. Nunca vi uma Helena vilã. E nunca vi uma Helena tão recalcada quanto essa...rs Seria uma ótima deixa para a novela realmente acontecer. Detalhe: nem vejo a Shirley como vilã, para mim ela é mais como alívio cômico e sarcástico.

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