“Joia Rara”: Termina uma bela novela, a melhor em exibição


Estou quase certo que a Globo, com a faixa das 18h, não está tão focada em audiência — logicamente vão gostar se o resultado for positivo. Isso ocorre porque, já há algum tempo, as melhores novelas têm sido veiculadas no horário. E belas no conjunto: texto, fotografia impecável, elenco bem selecionado, enfim, dignas de um Emmy Internacional, como ocorreu com “Lado a Lado”.

Enquanto às 19h e 21h a qualidade dos folhetins vive sendo questionada, às 18h o telespectador foi agraciado com histórias que encantaram uma fatia do público e que conquistaram a crítica — algo que as demais não conseguem. São elas “Cordel Encantado”, “A Vida da Gente”, “Lado a Lado”, “Flor do Caribe” e, agora, “Joia Rara”. “Cordel”, dentre todas as citadas, é a última com números expressivos

Mas qualidade e audiência não caminham em conjunto. Tanto é verdade que, em “Joia Rara”, são tantos os destaques, que é fácil cometer injustiças ao elaborar uma lista. Entretanto, se faz necessário mencionar alguns detalhes que fizeram dessa novela uma das melhores do horário.

Primeiro, o texto de Thelma Guedes e Duca Rachid que, não à toa, há alguns anos receberam a benção da emissora, que investiu no potencial da dupla de autoras. Elas trazem frescor ao time de novelistas da Globo e, sem histórias malucas como as testadas às 19h, fazem diferença — cabe reconhecer mais um belo trabalho de Amora Mautner, que não por acaso foi agraciada com seu próprio núcleo na Casa.

Depois, é preciso destacar o empenho de Carmo Dalla Vechia. A coluna nunca entendeu tantas escalações em sequência do ator, entretanto, em “Joia” ele finalmente disse a que veio com Manfred, personagem com traços de loucura, muito em função da falta de amor e por ter sido tratado como qualquer coisa, menos gente, pelo “pai”. Dalla Vechia arrasou, meio que como Igor Rickli em “Flor”: com o passar dos capítulos, vestiu o personagem e roubou diversas cenas.

E é aí que entra José de Abreu, que já fez diversos vilões em sua vitoriosa carreira e que mais uma vez arrebentou, e outra veterana, Ana Lúcia Torre. Esse trio, de umas semanas pra cá, estrelou cenas incríveis. Tensas, emocionantes… espetáculos da teledramaturgia!

Já que o assunto é emoção, como não falar da pequena Mel Maia que, após “Avenida Brasil”, voltou a levar o telespectador às lagrimas como a adorável Pérola? A menina foi capaz de mudar muita gente ao longo da trama. Tentou, diversas vezes, mas não conseguiu esse feito com Manfred.

Esses quatro atores fizeram total diferença na novela e, por isso, merecem ter os nomes citados. O que não diminui o que foi feito pelos demais, que somaram e contribuíram para que “Joia Rara” fosse digna de muitos elogios — as sequências que culminaram na morte de Manfred, e que contaram com eles, foram sensacionais.

Nem tudo são flores, logicamente. Thelma e Duca adoram sequestros e fugas, por isso, fazem uso dos recursos diversas vezes. Isso cansa um pouco, mas não a ponto de diminuir o resultado positivo dessa obra.

Seria injusto não dizer, por fim, que a trilha sonora dessa telenovela é uma das mais ricas da história do segmento. Um achado!

“Onde o amor se esconde, onde o amor se ampara… uma ‘Joia Rara’!”

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1 comentários :

  1. amei a novela não assisti o início mais do meio pro fim não perdia merece prêmios
    ass Cláudia Taissa

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