"Além do Horizonte" comete um tremendo erro para uma novela das 19h


"Além do Horizonte" termina nesta sexta-feira (02) como a pior audiência da história da Globo na faixa das 19h, e carrega o título por merecer. Em favor dos autores, Carlos Gregório e Marcos Bernstein, o fato de terem apostado num enredo novo, apesar das comparações com "Lost", série americana de sucesso. Erraram, no entanto, quando não fizeram uma abordagem popular. Pior: faltou humor, algo fundamental para o horário.

Por mais que o núcleo de Tapiré tenha personagens bem humorados, com destaque especialmente para as irmãs Ana Selma (Luciana Paes) e Ana Rita (Mariana Xavier), ou o atrapalhado Marcelo (Igor Angelkorte) e sua mãe, a megera e tresloucada Inês (Maria Luisa Mendonça), ainda faltou alguma coisa, já que a história pendeu mais para o drama e suspense, com pitadas de "terror". E isso quando poderia ter sido uma grande aventura, como ocorreu em "A Gata Comeu".

Veiculado às 18h, o sucesso de Ivani Ribeiro, que já teve duas reprises no "Vale a Pena Ver de Novo", contou com personagens perdidos numa ilha. As trapalhadas desse pessoal contribuíram para que, mesmo antiga, a produção levantasse a audiência da sessão em 2001, cambaleante por conta da catastrófica passagem do "Você Decide" pelas tardes globais.

A escalação do elenco de "Além" também não foi das melhores. O time masculino, encabeçado por Vinícius Tardio, Rodrigo Simas e Thiago Rodrigues ficou devendo. Rodrigues, aliás, para somar ao fato de aparentar fazer sempre a mesma coisa, não se preocupa nem em mudar o visual.

Em compensação, o núcleo que tocou o terror mandou muito bem. Os veteranos Cássio Gabus Mendes, Antonio Calloni, Marcello Novaes, Alexandre Nero e Carolina Ferraz merecem ter os nomes ressaltados. Assim como o menino JP Rufino, desde o início apontado como um dos preferidos dos telespectadores.

"Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom", que também não registraram resultados expressivos de audiência — "Guerra" era o pior índice das 19h antes de "Além do Horizonte" —, tinham como foco principal a comédia. E eram populares, ou seja, totalmente o oposto da trama que termina hoje.

Um produto televisivo, veiculado em horário nobre, tem como obrigação atingir todas as classes sociais, caso queira atrair o público — o que é o caso de todos os programas da TV. Na faixa das 18h, a Globo também tem apostado em dramas e, como resultado, os números despencaram. Mais colorida, "Flor do Caribe" recuperou a audiência do horário e "Meu Pedacinho de Chão" tende a ir pelo mesmo caminho.

Fosse produzida como série e veiculada mais tarde, talvez "Além do Horizonte" tivesse causado impacto maior. Como telenovela, sai de cena como uma dor de cabeça para a Globo, que ganha, insisto, por ter tentado sair do "arroz com feijão". Às vezes, no entanto, só uma pimentinha no tempero já é suficiente...

Compartilhe no Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment

1 comentários :

  1. A novela não cometeu um erro,só a sua exibição já foi um erro completo.

    ResponderExcluir

.