Viva estreia "Obsessivos Compulsivos" no dia 19


Acumular objetos de forma exagerada pode ser doença. Em "Obsessivos Compulsivos" - "Hoarders", em inglês -, programa que estreia no dia 19 no VIVA, o transtorno conhecido como acumulação compulsiva é exemplificado com histórias de pessoas que mantêm o hábito de adquirir e guardar coisas inúteis, perigosas ou anti-higiênicas. A cada sábado, dois personagens têm suas vidas expostas, mostrando os riscos que determinados hobbies podem causar. Os participantes recebem auxílio de terapeutas e de uma equipe de limpeza, que ajuda a remover os entulhos. 

O episódio de estreia mostra a história de Linda, 51 anos, que vive em Everett, Washington. Ela faz compras várias vezes na semana e considera a sensação muito boa. Apesar do distúrbio, se define como uma pessoa sociável, mas, confessa que está infeliz. "Viver desta forma é como um segredo íntimo e sombrio". Sua casa é cheia de tralhas, caixas e lixo empilhado. Linda tem quatro filhos e um ex-marido, que, em depoimento, diz que a acumulação compulsiva começou após o falecimento do pai de Linda. "Crescer foi meio confuso para mim. Meus pai viveram a época da grande depressão. Por conta disso, você acaba poupando muitas coisas porque pode precisar", diz. Os filhos não vivem mais com ela, e a casa está prestes a ser vendida por causa do acordo de divórcio. É a hora de uma equipe de especialistas entrar em ação para ajudar Linda. 

Outro episódio do seriado relata a rotina de Patty, 48 anos, e Bill, 66 anos, que têm dois pontos em comum: ambos estão com o casamento por um fio e vivem em meio a uma bagunça sem fim. Ela mora no Kansas com o marido, Dave. Ela relata ao programa que socialmente é uma pessoa normal, mas todos os seus problemas vêm à tona quando ela entra em casa. "Este é um segredinho do qual me envergonho", admite. Dave define a mulher como consumista, pois não para de comprar e armazenar pilhas de objetos novos, etiquetados, sem utilizá-los. Ele diz que, provavelmente, milhares de dólares foram gastos à toa. O casal tem dois filhos, que foram tirados da residência pela polícia em razão das condições de vida inapropriadas. "Aquele foi o pior momento da minha vida", desabafa Patty. As crianças foram morar com os avós, e, para reaver a guarda, o casal teria de limpar o lugar e buscar ajuda psicológica para Patty. 

Já Bill está quase aposentado e mora na cidade de Beverly, em Massachusetts, com a companheira Lorelei e a filha do casal. Ele acumula e coleciona objetos como materiais de construção, revistas e livros há cerca de 30 anos. "São coisas que eu simplesmente quero guardar e não consigo jogar fora, não sei explicar o porquê", diz. Lorelei desabafa: "Estou farta de ser esmagada pelas coisas, de morar numa casa onde não posso convidar meus amigos porque morro de vergonha. Não temos uma vida social". A filha de Bill tem o quarto organizado e passa a maior parte do tempo lá. O acúmulo se estende a quatro outros apartamentos da família, que estão lotados de bagunça há 20 anos. 

Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas sejam obsessivas compulsivas. De acordo com a Rilley Reynard, psicóloga e especialista em transtorno obsessivo compulsivo, as pessoas enxergam o ato de acumular objetos como um comportamento mais fácil de controlar do que realmente é. "Acham que é só limpar, parar de comprar ou jogar as coisas fora, mas é um comportamento com muitas raízes biológicas envolvidas. Pesquisas apontam que existem genes associados à acumulação compulsiva. É muito importante entender o componente biológico", afirma a especialista.

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