Autor cumpre o que promete e faz novela repleta de viradas


Antes da estreia, Rui Vilhena prometeu uma novela cheia de reviravoltas. Disse mais: que atualmente as tramas precisam ter mais agilidade e, portanto, promoveria viradas a cada 50 capítulos em seu primeiro trabalho como titular na Globo.

Mas, em se tratando de "Boogie Oogie", Vilhena faz uso de diversos ganchos a cada nova exibição, e não somente na cena final, o que é habitual - os escritores são cobrados quando deixam de lado o recurso, caso de Manoel Carlos com "Em Família".

Da estreia de "Boogie Oogie" até aqui, e se passaram apenas dois meses, muita coisa aconteceu. Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), por exemplo, já sabem que foram trocadas na maternidade. Em outras tramas, uma revelação assim seria feita apenas com a proximidade do desfecho da história.

Adiantado, o autor, atualmente focado nos embates que a troca rendeu, ainda esconde um mistério que tem tirado o sono de Vitória e causado expectativa nas redes sociais: o que Carlota (Giulia Gam) esconde de sua família? Qual o mistério de uma das vilãs da telenovela? Fora isso, a megera desconhece o caso de Fernando (Marco Ricca) e Susana (Alessandra Negrini), o que deve gerar novos barracos e até culminar na prisão da inconformada e tresloucada Susana.

O folhetim é tao bom, que não apenas os personagens principais têm destaque. A Sebastiana de Zezé Motta, mesmo sendo empregada doméstica, tem se destacado ao bater de frente com Carlota. O mesmo vale para os empregados da casa da vilã, especialmente Ivete (Aline Xavier), que sempre dá um jeito de se envolver nos bafafás da mansão.

Tudo isso sem falar do show de interpretação de Isis, realmente um dos maiores talentos de sua geração. Vivendo uma mocinha, tipo que frequentemente tem sofrido rejeição junto ao público, ela dá show, especialmente nas cenas que exigem emoção. Chora com uma facilidade que impressiona!

A propósito, no caso de "Boogie Oogie", é até injustiça destacar apenas alguns nomes, quando todos estão muito bem. A novela é como um 'mexidão': é simples, não tem um pano de fundo com viagens na maionese - tipo "Geração Brasil" e "Além do Horizonte" -, e resgata a 'novela clássica' ou o famoso 'novelão'.

"Meu Pedacinho de Chão", a produção mais graciosa da TV nacional, foi muito bem substituída. E Rui Vilhena, moçambicano, tem futuro no país. Chegou e cativou com seu estilo, justamente quando estávamos carentes de boas histórias.

Com curva ascendente, "Boogie" não sofreu impacto em sua audiência nem mesmo enfrentando o temido Horário Político. E olha que Vilhena ainda terá que encarar o horário de verão e as festas de final de ano...

Na opinião da coluna, é o melhor folhetim em exibição!

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