Não assistiu "A Favorita"? Então não compre o DVD; Globo some com boas histórias


Terminei de assistir aos DVDs de A Favorita. A sensação? Um imenso prazer poder rever esse grande trabalho, a melhor e mais empolgante novela que já vi na vida.

Um marco, pois João Emanuel Carneiro desafiou os telespectadores e fez um imenso mistério sobre quem era de fato a vilã da história. Na época da exibição original, era fácil mudar de opinião diversas vezes sobre Flora e Donatela.

Na segunda vez, fica mais fácil observar o olhar gélido de Flora. A psicopatia sempre esteve ali, num show de Patrícia Pillar. Atuação arrasadora, a melhor da vida dela.

Assim como da vida de Claudia Raia. Não à toa, a escolhi como atriz daquele ano. Mas a produção teve muitos outros destaques, como Mauro Mendonça e Ary Fontoura. Há bastante tempo não tinham personagens tão bons. E voltaram a ter papéis no mesmo nível depois? Não.

Glória Menezes e Mariana Ximenez também estiveram muito bem.

Mas, vem cá, cadê a história de Catarina? Lilia Cabral cresceu tanto e comoveu os telespectadores com o drama de sua dona de casa sofredora que era basicamente uma segunda mocinha da novela.

Nos DVD´s, foi esquecida. As relações dela com o verdureiro e Estela praticamente inexistiram.

Suzana Faini, que fez um grande trabalho, foi outra que aparece como fugurante. Cida, de Claudia Ohana, que teve uma relação bem bacana com Juca, foi pelo mesmo caminho. Olha que coisa: o cara só apareceu no capítulo final, e em seu casamento com Cida.

Gente, e o Milton Gonçalves? Se a crítica achou uma vergonha o espaço dado a ele, Taís Araújo, Angela Vieira e cia, é melhor nem dizer que os três, se somar o tempo dos DVD´s, não aparecem nem em 10 minutos. Repito: somando o tempo dos três.

Uma personagem que eu nem me lembrava da existência, a Rita, da Christine Fernandes, também só deu as caras no final. E numa cena, afirmaram que ela vivia atrás do Zé Bob. Vivia?! Não nos DVD´s.

Céu e Orlandinho? Pois é, divertiram muito na exibição original, juntamente com a espirituosa Geralda de Suely Franco, mas no compacto...

Selma Egrei? Esqueça a Dulce. Idem para os personagens Gurgel e Amelinha.

Pior que tudo isso? Citado nos créditos, Nelson Xavier jamais apareceu. E olha que Edvaldo teve uma morte trágica.

Eu realmente não me lembro se em 2009 a abordagem sobre Diva/Rosana foi melhor, mas, na edição para comercialização, depois de certo barulho sobre a personagem de Giulia Gam ser traficante de armas, o desfecho da trama misteriosa ficou no ar. O que era, afinal de contas, aquele núcleo? Ela simplesmente voltou para o Augusto César e Elias, foi presa, solta e ficou por isso mesmo?

Em resumo, realmente vale para rever os embates entre Flora e Donatela e os personagens que a rodeiam. Mas o box está focado nas duas e ponto. Muito pouco além disso.

Ah, e pra ajudar, não tem um único extra. Entrevistas? Bastidores? NADA!

Para quem quer assistir pela primeira vez, saiba que está comprando gato por lebre...

Compartilhe no Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários :

Postar um comentário

.