"Sou mais assediada que na época da exibição", diz Angela Dip, a Penélope do "Castelo Rá-Tim-Bum"


Angela Dip é uma das atrizes mais versáteis do país. Em sua carreira, acumula diversos papéis dedicados ao público infantil, ao mesmo tempo em que investe em personagens dramáticos. O segredo está numa reciclagem constante. "Estou sempre fazendo aulas de canto e dança. Leio muito e vejo vários seriados, filmes e peças de teatro", revela a veterana, em entrevista exclusiva ao RD1.

Nos últimos tempos, a intérprete da graciosa Penélope do "Castelo Rá-Tim-Bum" tem surpreendido com interpretações que deixaram em evidência sua excelente forma física. A Bernadete de "Avenida Brasil", por exemplo, esbanjava sensualidade. Mas Angela garante: não recebeu comentários negativos dos pais das crianças que acompanham o "Castelo" e demais infantis com sua participação. "Nada fora do comum ou desrespeitoso!", avalia.

Ainda no bate-papo, a profissional diz acreditar que uma nova versão do "Castelo" faria sucesso e é categórica: "Sou assediada hoje muito mais que na época da exibição."

Confira a íntegra da conversa:

RD1 - Ainda hoje você é muito lembrada pela Penélope e voltou a interpretá-la em função das comemorações pelos 20 anos do "Castelo". Quando pensa na personagem, qual sua conclusão sobre o que ela representa em sua carreira?

Angela Dip - Penso em quanto é importante a infância na vida das pessoas! Todas as influências nesta época da vida são muito importantes, quase indeléveis! E eu sei que o "Castelo" fez parte desta fase da vida de muitas pessoas! Ouço de vários fãs "me tornei jornalista por causa da Penélope!" ou "você fez parte da minha infância!".

Então, te digo que tenho orgulho de ter feito este trabalho tão maravilhoso e também sinto o peso da responsabilidade desse projeto!

RD1 - Qual diferença nota na abordagem das crianças da década de 90 em comparação com as de hoje?

Angela Dip - Não saberia te dizer. Sou assediada hoje muito mais que na época da exibição. Mas a internet mudou tudo! A velocidade das pessoas, a quantidade de informação, a visibilidade...

RD1 - 20 anos depois, as TVs abertas estão deixando o público infantil de lado, exceto no segmento dramaturgia. Acredita que uma nova versão do "Castelo" daria certo?

Angela Dip - Acho que sim!

RD1 - O programa não teve muitas temporadas. Existiu um motivo específico para o fim dos trabalhos?

Angela Dip - Não sei te dizer, gravamos tudo e só depois foi ao ar!

RD1 - Você mantém amizade com algum integrante do "Castelo" ou o dia a dia, cada um tendo que correr atrás de seus trabalhos, impede que isso seja possível?

Angela Dip -  Sim. Tenho contato com Ciça Meirelles, Cássio Scapin, Eliana Fonseca e Patrícia Gaspar!

RD1 - A atração sofreu uma baixa importante durante as gravações, a do ator Wagner Bello, que interpretava o Etevaldo, um dos personagens mais marcantes da série. Foi um choque para vocês?

Angela Dip - Claro, apesar de eu nunca ter filmado com ele. Era uma pessoa adorável e talentosa!

RD1 - Apesar de ter feito vários infantis, você declarou não ter conseguido ter filhos. Existe uma ligação entre essa sua busca não concretizada e o fato de ter feito diversas atrações para este público? Ou é coincidência?

Angela Dip - Só coincidência. Adoro crianças e me orgulho de ter participado dos três programas da grife "Rá-Tim-Bum". Atualmente, faço a Penélope no teatro e amo o contato com crianças! Uma das melhores coisas da vida!

RD1 - Você fez alguns papéis que exploraram sua sensualidade na TV. Sentiu diferença na abordagem dos homens nas ruas a partir disso?

Angela Dip - Não. Acredito que as pessoas conseguem diferenciar a ficção da realidade, até porque sou bem diferente ao vivo! Sou bem desleixada e moleca!

RD1 - Já recebeu algum comentário negativo dos pais por conta dos personagens adultos ou existe uma situação curiosa relacionada a esses papéis? A Bernadete, por exemplo, lhe rendeu muitas menções positivas em razão de sua excelente forma física...

Angela Dip - Nada fora do comum ou desrespeitoso! Só gentilezas e comentários graciosos!

RD1 - Um dos seus trabalhos adultos marcantes aconteceu em "Maysa", quando interpretou Inah Monjardim, mãe da personagem título. Acredita ser importante para o ator personagens tão diferentes como os que você interpreta, dos infantis aos mais dramáticos? Como você se recicla enquanto atriz?

Angela Dip - Cada trabalho é uma reciclagem, você parte do zero. Estou sempre fazendo aulas de canto e dança. Leio muito e vejo vários seriados, filmes  e peças de teatro.

RD1 - Você também tem uma ligação forte com a comédia, em um universo em que os homens dominam o stand-up. O que pensa sobre piadas mais agressivas? Vê o "politicamente correto" como um mal necessário ou há um certo exagero?

Angela Dip - Politicamente correto é o pateticamente correto. Um absurdo! Minha única ressalva será um cuidado com crianças! E é claro, eu não gosto de certo tipo de piada — escatológicas ou super agressivas —,  mas cada um tem seus limites e gostos. Liberdade de expressão sempre! Acho que o humor é um salvo conduto para se brincar com qualquer coisa. Quem sente-se ofendido com uma piada deve procurar não um advogado e um psiquiatra.

RD1 - Quais são seus próximos projetos no palco e na TV?

Angela Dip - Gravo a segunda temporada de um seriado argentino — "O Homem da Sua Vida" — no segundo semestre, e tenho inúmeras apresentações com meu stand-up "Só Para Mulheres" — homens podem assistir! — e meu espetáculo infantil "Penélope — A Repórter Cor-de-Rosa".

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