Cancelamento do "Agora é Tarde" comprova despreparo da Band


Quando qualquer levantamento de audiência é publicado, uma coisa é sempre muito óbvia: a estabilidade da Band, que mantém média de 2 pontos e nunca sai disso. Os outros canais sofrem oscilações significativas, mas a emissora do Morumbi tem público fiel. E a coluna não está dizendo que isso é bom.

Em 1999, por exemplo, quando entrou no ar, de cara a RedeTV! mostrou-se mais competitiva que a Band e a ultrapassou, tanto que ostenta até hoje o slogan "a rede de TV que mais cresce no Brasil". Atualmente, sabemos que é mentira. A dúvida é: onde está o erro da rede da família Saad? Dentre os muitos, agora jogou no lixo um de seus melhores produtos.

Rafinha Bastos conseguiu reverter sua situação na mídia após as muitas críticas que recebeu pela declaração infeliz sobre Wanessa Camargo e seu bebê. Surpreendentemente, liderou muito bem o "Agora é Tarde" e mostrou-se extremamente competente para tal. Sagaz, não deixou nem candidatos à presidência saírem ilesos do famoso "cocozão".

Após a primeira temporada, na qual manteve os tais 2 pontos que são similares à audiência habitual da Band, o programa ganhou investimentos. Novo cenário, a contratação da ex-BBB Francine e também uma repaginada no visual do humorista. Tudo isso mesmo após a dispensa de Marco Gonçalves por corte de custos, já que o mercado apontava para um ano difícil.

Ciente disso, o canal  ainda assim abriu o cofre e agora, menos de um mês após o relançamento do talk show, jogou a toalha. O inteligente seria ter feito o que? Voltado ao ar sem Marcelo Mansfield, Gustavo Mendes, a banda e Marco. Rafinha seguraria o "Agora é Tarde" com duas entrevistas por dia, o "Passou na TV" e gravaria algumas reportagens na rua. Pronto, a atração ficaria na grade e, quando a situação melhorasse, o formato original seria retomado.

Nos últimos tempos, a Band contratou André Vasco, Luiz Bacci e Ligia Mendes e basicamente já não sabe o que fazer com eles. E Dan Stulbach? Onde estava escrito que o problema do "CQC" era o apresentador? Ao invés de um nome de fora, não era mais fácil ter optado pelo Rafinha, polêmico e já vinculado à Casa? Enfim, a emissora prefere continuar deixando evidente seu despreparo, mesmo com quase 50 anos.

Perguntar não ofende: e o Daniel Bork, vai bem?

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