"Estou muito feliz com o resultado da novela", avalia autor de "Boogie Oogie"


"Boogie Oogie" termina nesta sexta-feira (06) com média parcial de 17 pontos. O número é um tanto quanto incômodo, afinal, a produção deve tirar de "Meu Pedacinho de Chão" o título de pior audiência das 18h. Pesa em favor de "Boogie" o fato do folhetim ter enfrentado turbulências temidas por qualquer escritor: horários político e de verão, festas de Natal e Ano Novo e, de brinde, o Carnaval.

A trama é assinada pelo moçambicano Rui Vilhena, que produz sua primeira telenovela no país após trabalhar como colaborador de Aguinaldo Silva em "Fina Estampa" e emplacar diversos sucessos em Portugal.

Perto da exibição do desfecho da história, Vilhena faz um balanço positivo do entrecho. "Eu recebi várias mensagens positivas nas redes sociais, além de ouvir elogios nas ruas", diz ele, em conversa exclusiva com o RD1.

Confira a íntegra do bate-papo:

RD1 - Você tem sido festejado pelos muitos ganchos dentro de um único capítulo da novela e havia prometido diversas viradas antes da estreia. Acredita que conseguiu cumprir essa meta?

Rui Vilhena - Posso dizer que essa é uma característica minha, presente em todos os meus trabalhos de dramaturgia. Procuro sempre fechar os capítulos e intervalos com ganchos, o que ajuda a entreter o telespectador e torná-lo cúmplice da novela.

RD1 - "Boogie Oogie" tem audiência estável e não sofreu nenhum tipo de rejeição, mesmo tendo enfrentado Horário Político, Horário de Verão, festas de final de ano, etc. Está satisfeito com os resultados?

Rui Vilhena - Pra mim, o melhor termômetro é o público. E eu recebi várias mensagens positivas nas redes sociais, além de ouvir elogios nas ruas. Estou muito feliz com o resultado da novela.

RD1 - Como é a disputa por audiência em Portugal? É parecida com a daqui?

Rui Vilhena - O jeito de fazer novela em Portugal é muito semelhante com o daqui. Até porque o mercado lá foi criado em cima do modelo das produções brasileiras. O universo da dramaturgia em Portugal é muito semelhante ao do Brasil.

RD1 - Você é elogiado por conseguir juntar Betty Faria, Francisco Cuoco e Joana Fomm, que fizeram muito sucesso em novelas na década retratada em "Boogie", e, inclusive, você cita essas produções. Qual sua relação com as telenovelas brasileiras?

Rui Vilhena - As novelas da minha juventude ainda estão muito presentes na minha memória. Por isso, quis fazer uma homenagem aos atores ícones desse período. É muito difícil escolher as que me marcaram, foram tantas...

RD1 - Enfrentou alguma dificuldade para criar por conta da classificação indicativa?

Rui Vilhena - De forma alguma. "Boogie Oogie" é uma novela clássica e foi feita para ser leve, com o astral dos anos 70, que era para cima.

RD1 - Um dos motes de "Boogie" é o badalado segredo de Carlota. O final da personagem será que também é algo misterioso ou a vilã termina atrás das grades? Óbvio assim, ou ainda teremos surpresas?

Rui Vilhena - Prefiro não entregar as surpresas e o destino dos personagens (risos). Melhor assistir e se divertir!

RD1 - E o Fernando? Depois de se relacionar com boa parte do elenco feminino, terminará com uma única mulher?

Rui Vilhena -  Ele vai surpreender (risos).

RD1 - A trama privilegiou todos os núcleos, dos protagonistas aos personagens menores. Acha importante essa homogeneidade?

Rui Vilhena - Sim, é importante.

RD1 - Você já tem planos para quando finalizar a novela? As TVs no Brasil estão investindo bastante em séries, tem projetos nesse sentido?

Rui Vilhena - Por enquanto, pretendo ler, ir ao cinema, assistir a peças de teatro... Coisas que adoro fazer, mas não tive tempo ao longo da novela!

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