O lançamento de “Luz, Câmera, 50 Anos” em DVD é válido?


* por João Paulo Reis

O mercado de Home Video no Brasil é infeliz. É triste para qualquer colecionador brasileiro ter que recorrer a edições estrangeiras para compor suas coleções, muitas vezes pagando valores altíssimos e sendo taxados em inúmeros impostos brasileiros ao ver o produto adentrar no país. Mas o problema não se resume apenas aos filmes e séries de origem internacional.

A Globo Marcas, distribuidora do conteúdo produzido pela Rede Globo no formato Home Vídeo comete diversos erros, entre eles a “seleção” de alguns episódios de determinadas séries quando na verdade poderiam sem dúvidas, fazer o lançamento das séries completas.

Me lembro de tentar em vão procurar as temporadas completas de “Os Normais” há alguns anos e não conseguir, porque as versões existentes eram seleções de episódios da primeira e segunda temporadas. A terceira temporada foi a única a ser colocada à venda em DVD, completa (por ser óbvio uma temporada com um número reduzido de episódios). As reclamações e pedidos foram tantos que a Globo Marcas resolveu então colocar nas prateleiras o box “Os Normais - As risadas que faltavam” com episódios limados dos DVDs anteriores fazendo com que assim a série inteira estivesse disponível em DVD. Não que caiba nesse texto, mas o valor desse box permanece o mesmo desde seu lançamento.

Por que fazer isso? Para possivelmente diminuir custos (deixando o produto mais editado, com menos discos), favorecendo assim o preço final para o consumidor. Mas o que acontece na prática é um pouco diferente.

Ao abrir uma página de internet hoje me chamou atenção o lançamento do box “Luz, Câmera, 50 anos”. Sim, o especial que reduziu algumas das minisséries de sucesso da Globo em telefilmes, e exibidos na TV durante as duas primeiras semanas de janeiro se transformou num produto que as pessoas podem ter em suas casas. O meu questionamento é:  por que colocar a venda pelo valor de R$ 189,00 um material muito editado (cada minissérie tem aproximadamente 2 horas no formato telefilme) se era mais viável para a marca relançar todas as minisséries completas gerando mais buzz? 

Será que o mercado de Home Vídeo brasileiro necessita mesmo de uma versão compactada de uma produção como “Presença de Anita”, que teve originalmente 16 capítulos, totalizando aproximadamente 9 horas, transformadas em 2 horas?

Em minha opinião, se torna prejudicial à obra, já que muitas pessoas terão acesso à ela, dessa forma, tendo sobre a mesma uma visão limitada provocada pela esmagadora edição.

Para quem tiver curiosidade, o produto se encontra aqui

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1 comentários :

  1. Eu acho que não.Porque só tem programas recentes da programação da globo.Não acrescenta em nada p/ quem quer conhecer um pouco da sua programação nesses 50 anos.

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