Especial Sete Vidas: Obrigado, Lícia!


Toda vez que algo bom termina fica a sensação de saudade, de que não deveria estar terminando ou que podia durar um pouco mais. Mas a verdade é que se não existe esse sentimento, significa que não foi agradável, que na verdade não víamos a hora de que chegasse o ponto final. Isso vale para várias possibilidades da vida: escola, faculdade, um bom livro, uma série excitante e até uma boa novela. É essa sensação que os fãs de Sete Vidas sentem hoje.

Foram quase quatro meses de uma história contada da forma mais delicada e sincera possível. A autora Lícia Manzo voltou a presentear seus fãs com aquilo que ela tem de melhor: o bom uso da língua portuguesa. Eram diálogos fortes, verdadeiros, carregados como uma literatura daquelas que vamos reconhecendo-nos entre os personagens e sentimentos. 

Eu já me peguei pensando inúmeras vezes: quantas pessoas estão perdendo a oportunidade de conhecer essa história por preconceito com o gênero? Por mais que as telenovelas sejam o material mais assistido do país, os telespectadores estão pulando do navio e preferindo seriados, filmes e até outras plataformas que não os coloque obrigatoriamente em frente à TV seis dias da semana.

A verdade é que a qualidade do que vemos atualmente também está caindo. Apelação, personagens sem função, as clássicas “barrigas” e questões que se tornaram chatas de tão utilizadas (quem matou, por exemplo). E foi nesse contraponto que Sete Vidas surgiu. Tornar a ficção quase que um retrato do que vivemos sem que se torne cansativa e maçante é o grande segredo do sucesso que a trama conquistou.

É hora de encerrar essa história. Obrigado Lícia por mais um show de realismo e boas histórias. Esperamos ansiosos por sua próxima história que com certeza, vai voltar a tocar no coração.

Obrigado a todos que acompanharam os textos durante essa semana e encerro o Especial Sete Vidas com o e-mail que Lígia enviou para Miguel depois da sua primeira partida na novela. Fica claro o amor imenso que ela sempre sentiu pelo personagem e a capacidade de emocionar de nossa autora.


“Miguel, queria te dizer três coisas antes de tomar também o meu barco. Na verdade, talvez quisesse te dizer um pouco mais, mas sei que mal suporta. Fico com as três coisas então.

A primeira é que se me fossem dadas duas vidas, uma delas eu gastaria te esperando e isso de algum modo faria sentido pra mim.

A segunda é que se tivesse eu três vidas, em duas eu ficaria à tua espera e assim por diante, de acordo com quantas me fossem dadas. 

A terceira e última coisa é que se a única vida que eu tenho me fosse hoje tirada, eu lamentaria ter ido embora sem ao menos uma palavra: amor.

Porque apesar de tudo, ela é a única que me serve. Um beijo no seu coração.” 

* por Guilherme Rodrigues

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