Especial Sete Vidas: Os vilões


Continuando a análise de alguns personagens que poderíamos chamar de vilões em Sete Vidas, vamos ver as características de Marta (Gisele Fróes), Durval (Claudio Jaborandy) e Augusto (Celso Frateschi).

Marta pode ser comparada até certo ponto com Laila (Maria Eduarda de Carvalho). As duas têm uma sinceridade cortante e que mesmo não sendo de forma proposital, acaba incomodando quem convive. Só que as diferenças começam nas mentiras e ações da mãe da Julia (Isabelle Drummond). Escondeu a verdadeira paternidade da filha, tentou a todo custo que ela cassasse com alguém de mesma classe social, desempregou a irmã e fez com que ela perdesse o emprego que conseguiu e de quebra casou para manter as aparências perante as pessoas com quem convivia.

De um comportamento quase gelado de tão reto e sem qualquer simpatia com quem convive, o caminho da personagem já está de certa forma traçado na reta final. Deve ficar sozinha, mas sem perder a pose, a única coisa que realmente sempre teve.

Já Durval é aquela pessoa que na vida apelidamos de “um tremendo 171”. Enganou Marlene (Cyria Coentro) que duvidou do filho (que sofria com as ironias e deboches do padrasto) que conseguiu durante um ano apostar o dinheiro que ganhava por ele mesmo e dela. Talvez a fragilidade e a vontade de ter um companheiro acabaram fazendo com que Marlene não visse e não desse ouvidos ao que era dito e também mostrado nas entrelinhas. De tão verdadeira que é sua vulnerabilidade, na reta final da história ela voltou a dar uma chance ao pilantra que pelo jeito não mudou. Vale relembrar que ele também é pai e o filho e ex-mulher também são outros prejudicados pela omissão de qualquer auxílio.

Pelo que conseguimos reparar até mesmo no capítulo de ontem (6), a “crise” que está afetando a vida de Durval nada tem relação com a economia do país. A segunda chance que não devia ter acontecido e pelo jeito será descoberta a nova encenação.

Augusto, podemos dizer que é um dos personagens que mais influenciou a novela, mesmo aparecendo em cenas que remetem ao passado. É o grande responsável pelo comportamento estranho de Miguel (Jesuíta Barbosa/Domingos Montagner), e também pelo grande mistério que durou um bom tempo e foi revelado recentemente: sim, Augusto abusava da filha da emprega com quem o filho iniciava um romance e também de outras pacientes que o médico atendia, revolvendo um pouco a culpa de Miguel pela morte da mãe, que faleceu em um acidente que ocorreu naquela época.

Ele não foi capaz de contar a verdade ao filho nem nos últimos dias de vida (clichês são dificilmente localizados nessa novela) e o manteve com esse bloqueio emocional que o impediu de conseguir estabelecer qualquer relação afetiva mais intensa. O seu final já foi exibido: desmascarado e agora finalmente culpado pelo que antes eram suspeitas.

Amanhã vamos falar de uma personagem que caiu como uma luva para uma atriz extraordinária. Quem será? Não perca!

* por Guilherme Rodrigues

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