Ex-Malhação. Aisha Jambo é escalada para Os Dez Mandamentos



Conhecida nacionalmente após viver por três anos consecutivos – de 2000 a 2003 -, uma jovem que abordava o preconceito de maneira leve e divertida, Aisha Jambo é lembrada até hoje por “Naomí”, sua personagem em “Malhação”, onde fez estreia na Rede Globo. Além do papel, de extrema importância e repercussão, o personagem lançou moda no universo da beleza, com uma jovem negra, despojada, e com seus fios além de soltos, originalmente encaracolados. Nascida em família de músicos, Aisha inicou os estudos artísticos aos 12 anos fazendo aulas de violão e flauta com seu pai. Sua estreia como atriz foi em 1999, em cena como uma das Bacantes no filme Orfeu do Carnaval de Cacá Diegues.

Da novela destinada ao público juvenil por várias gerações, Aisha alcançou voos ainda maiores: interpretar “Ritinha” em Cabocla, remake de Benedito Ruy Barbosa, com direção geral de José Luiz Villamarim e Rogério Gomes, exibida em 2004. Por essa atuação foi indicada ao prêmio de melhor atriz, no Troféu Raça Negra. No ano seguinte, “Sofia” em Mad Maria, e em 2006 viveu “Sabina Bel-Lac Satini” em Alma Gêmea. Em pouco tempo, seu personagem que fazia par romântico com Erik Marmo, começou a crescer. Depois de Serena, personagem de Priscila Fantin, eles foram convocados também a desvendar os mistérios das vidas passadas de Alexandra, interpretada por Nívea Stelmann. E o que é melhor, gerou a maior audiência do horário das seis nos últimos dez anos da Globo.

No ano de 2008 foi convidada para participar do elenco de “Podia Acabar o Mundo”, telenovela portuguesa de Manuel Arouca, produzida pelo canal SIC. Foi transmitida até Julho de 2009 e teve direção de Jorge Marecos Duarte. No mesmo ano foi escalada pela Rede Globo para viver “Leni” na novela Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa.

Através de um convite feito por André Pellez, topou o desafio de viver sua primeira protagonista, na série “Natália” em 2010, dirigida e escrita por André. Com dilemas éticos e morais, padrões de beleza, preconceito racial e muitos outros temas polêmicos, o seriado, foi a primeira minissérie de dramaturgia da TV Brasil e contou também com um polêmico beijo gay em plena televisão aberta. Além de Aisha Jambo como protagonista, completaram o elenco Cláudio Lins, Michelly Campos, Cláudia Ohana, Álamo Facó, Maurício Branco e Guti Fraga.

Após o sucesso da série, em 2011 Aisha retornou à dramaturgia da TV Globo. Foi na pele da arquiteta Patrícia em ‘Insensato Coração’, a atriz viveu uma profissional bem sucedida que teve a missão de projetar o escritório de Marina (Paola Oliveira), que se tornou sua amiga na trama. Em 2014, participou da série “As Canalhas” no GNT.

Não é só na televisão que Aisha deixa sua marca registrada, a atriz também participou de diversas produções do cinema brasileiro, entre elas, os premiados longas: “Orfeu” (1999), e “Alemão” (2014). Também fez os curtas-metragens: “Banho Maria” – uma co-produção BRA / NY que já passou por Cannes e pelos Festivais Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Festival de Cinema de Macaé, “Lugar de Glória” onde atua ao lade de Jackson Antunes e Elisa Lucinda, “Dias e Dias”, e “Berço Esplêndido”.

A atriz estreia também no filme “Dá Licença de Contar”, baseado nas músicas de Adoniran Barbosa. O curta-metragem tem texto e direção de Pedro Serrano e tem Paulo Miklos no papel de Adoniran. O filme tem duração de 15 minutos e é um projeto para o desenvolvimento de um longa-metragem, que deve começar a ser rodado em janeiro de 2016. Por enquanto, o curta está fazendo carreira em festivais – participa, por exemplo, da competição de Gramado, em agosto de 206.

No teatro Aisha esteve em turnê, no final de 2013, com o espetáculo “Agora é Tempo”, um musical infantil. Na peça, além de atuar, tocou flauta e percussão. O convite veio da amiga Giselle Tigre, parceira de longa data, iniciada em “Malhação”. Participou também da peça Tijanauê com direção de Inês Galvão e Café Satie – Memórias de um Amnésico com direção de Stela Miranda.

Aisha é uma artista multifacetada. Sua formação é em Dança pela UFRJ, é também formada no conservatório Brasileiro de Música com violino e práticas de coral. Fez a CAL de 2006 a 2011 e participou da Intrépida Trupe, fez três anos de acrobacias de solo e aéreas em tecido e trapézio fixo, lidando e superando medos de altura e de movimentos acrobáticos. Isso lhe deu também mais liberdade de expressão. E se já não bastava, a atriz se dedicou também as aulas de poesia dramatizada na Casa Poema com Elisa Lucinda.

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