Cativas – Presas Pelo Coração estreia em novembro no GNT



O documentário de Joana Nin estreia na próxima sexta-feira, 21 de agosto, nas salas de cinema da Estação Botafogo, no Rio de Janeiro. A coprodução do canal GNT mostra que os limites impostos pelas grades de uma prisão não representam barreira capaz de deter as Cativas – Presas pelo Coração. O amor delas supera todos os obstáculos, o que importa são as três horas por semana ao lado do marido preso e as cartas de amor cheias de mimos e desenhos coloridos que alimentam a paixão até a próxima visita. O longa-metragem retrata a vida de sete mulheres com histórias bem diferentes, mas que trazem em comum a perseverança, a dedicação e a esperança de um dia constituir uma família do lado de fora do presídio.

O filme mostra a persistência de uma pesquisa que durou 12 anos e teve em uma primeira etapa um curta-metragem de sucesso, Visita Íntima, que venceu o É Tudo Verdade 2006, ganhou outros 20 prêmios e rodou o mundo por mais de 40 festivais em 12 países. Cativas – Presas pelo Coração esteve na seleção oficial do Festival de Estocolmo 2014 e na seleção especial da Première Brasil Berlim 2014, além de ter recebido menção honrosa do júri oficial do Festival do Rio 2013. O filme participou ainda de mercados internacionais de destaque, como o Ventana Sur, na Argentina, DocMontevideo, no Uruguai e IDFA, na Holanda, maior e mais importante festival de documentários do mundo.

As Cativas – Presas pelo Coração são pessoas sensíveis, íntegras e dedicadas aos relacionamentos. Andrea escolhe seu vestido de noiva. Kamila luta por cinco meses até conseguir os documentos e ser autorizada a visitar o namorado na cadeia. Simone sofre com o companheiro viciado em crack, mas não desiste. Eliane trabalhava no conselho tutelar quando se apaixonou por um menino de 14 anos de idade, 22 anos mais novo que ela. Largou marido e filhos para fugir com ele. Malu reencontrou o pai de sua filha dez anos depois e finalmente casou-se com o amor de sua vida, mas agora não pode viver ao lado do marido. Camila não pôde vivenciar sua gravidez ao lado do pai do bebê. Cida sofreu uma séria desilusão com o homem por quem era apaixonada. São diferentes fases de romances, mas todos têm em comum um tom de ‘faca nos dentes’ do cárcere, um frisson com misto de ansiedade, excitação e tensão amorosa.

O longa não só tem predominância feminina em suas imagens, mas também em toda sua produção. Boa parte de sua equipe é composta por mulheres – entre elas a diretora, roteirista e produtora Joana Nin e Jordana Berg, montadora dos filmes de Eduardo Coutinho desde O Santo Forte (1999) até o derradeiro Últimas Conversas (2014), terminado após a sua morte, e também de Visita Íntima e Cativas – Presas pelo Coração.

As cartas carinhosamente decoradas formam o fio condutor do longa. Notavelmente, as dos homens são mais caprichadas em matéria de desenhos e cores, há uma cena gravada em uma cela do presídio mostrando como são feitas. Uma ideia de romantismo popular emana dessa correspondência, assim como das músicas que as preferências das próprias personagens sugeriram para a trilha sonora – um mix com composições do curitibano Cesar Mattos e a balada romântica mais consagrada de Márcio Greyck, “Impossível Acreditar que Perdi Você”, em sua gravação original.

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