Guilherme Fontes diz que foi usado como bode expiatório



Na terça-feira (18) Amaury Jr. entrevistou Guilherme Fontes, o diretor do polêmico filme nacional “Chatô, o Rei do Brasil”, que mostra a história do jornalista Assis Chateaubriand.

Durante o bate-papo, o convidado relembrou sua trajetória como ator e revelou as melhores histórias que aconteceram durante as gravações do longa-metragem, que, após 20 anos de produção, está pronto para estrear.

O diretor também comentou o processo que recebeu do Tribunal de Contas da União (TCU), que o acusou de improbidade administrativa por suposto mau uso do dinheiro destinado ao projeto e pela demora na entrega da obra. “Fui usado como bode expiatório, como ‘boi de piranha’. Eu havia acabado de começar no setor e fui o primeiro a prestar contas. Para surpresa do TCU, todos os valores estavam em ordem, pois eu mesmo assinei todos os cheques e conheço todo mundo que paguei. Então a acusação era leviana, infundada. Teve inveja por trás de tudo isso, mas eu não estou preso, não fui preso e não serei. Sobre os problemas do filme, conheço cada um deles, sou produtor de suar a camisa”, explicou.

Ainda na atração, Guilherme Fontes contou que a ideia de produzir o filme veio após um encontro com o escritor do livro homônimo (Chatô, o Rei do Brasil), Fernando Moraes, em uma churrascaria. “Foi um dia incrível numa fase difícil de minha vida. Eu estava me separando e não estava bem. Havia comprado o livro e estava fascinado com a história daquele homem. Aonde ele tinha chegado. O que ele tinha feito? Como ele tinha feito? Quem ele era? A alma desse homem, desse desbravador do Brasil. Num dia em que fui para um restaurante com amigos, vi Fernando de Moraes sentado atrás da minha mesa e pensei que precisava falar com ele. Alguns minutos depois, ele me cutucou e eu, assustado, levantei e conversei com ele sobre sua obra, que havia me fascinado. Após algum tempo de conversa, tive uma espécie de ‘insight’ e falei: ‘Esse é o livro com o qual irei começar a minha fábrica. Minha pequena fábrica de cinema, minha pequena máquina de produzir conteúdo, seja pra TV a cabo ou para internet.”, disse.

Para finalizar a conversa, o ator confirmou a previsão de lançamento do longa entre outubro e dezembro deste ano e revela a intenção de incluir o filme no cinema no momento certo, focando nas principais capitais do país.  “A ideia é passar pelo Brasil. Estrear no Rio de Janeiro e em São Paulo com mais força, já que estes locais representam 60% de todo o mercado, e depois ir varrendo todo o Brasil. Acredito que depois de tanta divulgação na mídia, de tanta coisa sobre o filme, além da importância de contar a história do Chatô, tem a questão do dinheiro público. Essa é uma obra que precisa ser devolvida. As pessoas têm que ter o direito de assistir ao que, por um momento, elas foram proibidas de ver, foram censuradas”, completou Guilherme.

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