Regina Casé diz que afeto "faz a relação ficar meio nebulosa" entre babá e empregador



Em entrevista exclusiva ao apresentador Amaury Jr., que vai ao ar nesta quinta-feira (13), Regina Casé falou sobre seu novo filme “Que Horas Ela Volta?”, que retrata a história de uma mulher humilde que deixa o Nordeste em busca de um emprego melhor na cidade grande, em São Paulo, e acaba se afeiçoando pela família muito rica que a emprega como babá.

Durante o bate-papo, a convidada afirmou que o afeto entre ambos os lados podem misturar a relação profissional de uma babá com seu empregador. “O afeto vem para melhorar algumas coisas, mas piora outras, porque torna a relação meio nebulosa. Eu acho que uma pessoa pode sim ser babá, mas é preciso um preparo para realizar aquilo. Ela tem que ter todos os seus direitos trabalhistas, seus horários, seu salário digno, para poder se realizar como pessoa”, explicou.

A apresentadora ainda defendeu a valorização da profissão de babá e que para trabalhar na área é preciso ter vocação: “Tem que ser absolutamente valorizada economicamente e a profissão deve ser uma escolha dela, uma opção dela. O que acho que é terrível e que aconteceu durante muitos anos no Brasil é que muitas filhas de babás acabaram se tornando babás porque não tiveram acesso ao estudo. Você pode ter vocação para enfermeira, para policial, bombeiro, ou vocação para ser uma babá. Isso deve ser uma escolha, não uma condenação”, completou.

O Programa Amaury Jr. vai ao ar de terça a sexta-feira, à 00h30, pela RedeTV!

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