Indicado ao Oscar, Amy mostra uma artista incrível derrotada pelo vício e vitimada pela "imprensa maldita"



Ao assistir ao documentário Amy, é difícil concluir o que é pior: a insistência de Amy em se destruir ou a imprensa atormentando-a ainda mais.

Rever a história dela assim, de uma tacada só, mostra o quanto foi perturbada pela mídia, com paparazzi seguindo-a a todo instante. E profissionais da comunicação fazendo piadas com sua situação.

Confesso, como muitos tinha certeza que ela morreria cedo diante do estado em que se encontrava. Mas, o papel da imprensa era qual? Botar lenha na fogueira, fazer com que ficasse ainda mais deprimida?

É o mesmo que disse outro dia, que as publicações colocam a foto da Vera Fischer sem maquiagem e fazem auê por isso, com comparações com o passado. Dai, repercutem as críticas. Depois, repudiam o bullying. Mas quem iniciou isso, quem praticamente incentivou as pessoas a zoarem a Vera?

E, pelo que foi veiculado no vídeo, a imprensa ajudou a matar Amy. O pai dela, idem. Quando a moça estava bem, ele colocava profissionais retratando o dia dia dela, mesmo contra sua vontade. Aparentemente, o homem também queria estar nos holofotes. Os amigos, desistiram dela. O marido foi preso. O que exatamente estava em favor de Amy?

O talento, reconhecido até por Tony Bennett? O fato de ser mundialmente ovacionada? Não foi tudo, ela queria paz, e encontrou isso do pior jeito. Amy Winehouse era única e sua musicalidade faz falta, mas, em pouco tempo, deixou material suficiente para nunca ser esquecida.

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