SBT aposta na alienação e paga caro com fracasso de telejornais


No último domingo (17), o SBT, uma das principais emissoras do Brasil, ignorou a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados durante todo o dia, enquanto as demais grandes redes abriram amplo espaço na programação e a Cultura se preocupou até com os deficientes auditivos.

Quando o número de votos atingiu o exigido para a aprovação do processo que pode culminar na saída de Dilma do poder, o canal entrou com um plantão tão rápido que não deve ter durado 1 minuto. A emissora somente tratou sobre o assunto depois de meia-noite, com o "Conexão Repórter".

As consequências disso? O SBT faz com que os telespectadores não sejam fiéis aos seus jornais. Quando o público quer informação, usa o controle remoto. Basta olhar o tanto de noticiosos lançados nos últimos tempos, com prazo de validade curtíssimo. Não emplacam, mesmo que apostem em assuntos policiais, como foram os casos do "Boletim de Ocorrências" e "SBT Noticias".

Aí vem a questão: se Silvio Santos acredita que o negócio é apostar em entretenimento - na maior parte reprise da reprise de novelas e séries -, então é melhor desistir do jornalismo. Porém, se o futuro do veículo é realmente o ao vivo, especialmente telejornais, o que será do SBT? Continuará sendo o Viva da TV aberta?!

Enquanto as concorrentes plantam hoje para colher amanhã, a rede da Anhanguera segue focada no agora.

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