Avanços e conquistas do projeto Criança e Consumo ganha atenção especial do Repórter Eco

Análise atualizada do Atlas dos Remanescentes Florestais e a radiação emitida por torres no bairro paulistano Alto de Pinheiros completam a próxima edição do programa da TV Cultura, que vai ao ar no domingo (31/7), às 17h30

São Paulo, 29 de julho de 2016 – Os dez anos do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, é o destaque do Repórter Eco do próximo domingo (31/7).  Os dados atualizados das áreas remanescentes de Mata Atlântica no Brasil, feita pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e ainda os perigos das torres de transmissão de energia elétrica em São Paulo, também estão na pauta da próxima edição do programa da TV Cultura, que vai ao ar às 17h, com apresentação de Márcia Bongiovanni.

Cinco horas por dia na frente da TV. Esse era o tempo médio gasto por uma criança brasileira em 2004. Dois anos depois, o Ibope divulgou ainda mais números relacionados ao bombardeio da publicidade sobre o público infantil. Eram gastos cerca de R$ 210 milhões por ano em anúncios para estimular o desejo por todo o tipo de produto.

A partir dessas informações, o Instituto Alana, organização sem fins lucrativos que trabalha pela vivência plena da infância, criou o projeto Criança e Consumo, a fim de investigar as relações entre os apelos às compras, que atingiam também crianças pobres, em famílias com pouco poder aquisitivo, e problemas como obesidade infantil, erotização precoce, adultização, stress familiar e diminuição das brincadeiras, entre outros.

Em março de 2016, o Instituto Alana comemorou uma decisão histórica O Superior Tribunal de Justiça proibiu a publicidade dirigida às crianças e  também a venda casada de produtos, inclusive alimentícios, como por exemplo, “ junte cinco embalagens e ganhe um brinquedo”.  E este ano, o Instituto Alana comemora 10 anos do projeto, promovendo cada vez mais reflexões sobre o consumismo e propondo alternativas mais saudáveis para as gerações futuras, como brincadeiras mais próximas à natureza. Segundo Pedro Hartung, coordenador de Relações Governamentais do instituto “o objetivo do projeto Criança e Consumo é a discussão e a reflexão crítica, fomentá-la na sociedade sobre o tema do consumismo na infância e também do direcionamento de publicidade às crianças, ou seja, ao público menor de 12 anos de idade”.



Outra reportagem que ganha destaque no programa fala sobre novos dados florestais. A diversidade entre as espécies animais e vegetais no Brasil se divide em seis biomas diferentes. A Mata Atlântica é o único com uma lei específica que regulamenta o uso e exploração dos recursos naturais, ocorrendo em 17 estados brasileiros que vêm sendo monitorados há 30 anos.

A análise foi feita pela fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o INPE  é referente ao periodo de 2014 a 2015, apontando um desmatamento com aumento de 1% em relação ao período anterior. O estado de Minas Gerais voltou a ser o líder da destruição dos remanescentes. Segundo a diretora executiva da Fundação, Márcia Hirota, “Os principais desmatamentos estão ocorrendo nos limites do cerrado, nas regiões de mata seca entre o Piauí, Bahia e Minas Gerais. [...] Essas áreas estão sendo substituidas por expansões que fazem pressão sobre o cerrado e também ameaças à Mata Atlântica”.

 Por fim, a atração apresenta uma reportagem sobre a radiação emitida pelas torres de energia elétrica, que vem preocupando os moradores do bairro de Alto de Pinheiros, em São Paulo. Elas estão localizadas próximas de escola, edifício residencial e várias casas. Há 12 anos, associações de moradores do bairro entraram com uma ação na justiça para obrigar a distribuidora de energia Eletropaulo a realizar obras para reduzir a radiação emitida, evitando possíveis problemas de saúde.

De acordo com o médico Paulo Saldiva, professor da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em poluição atmosférica, “Ainda não existem estudos científicos conclusivos que relacionem radiação a doenças, mas há evidências em casos de leucemia, um tipo de câncer, e alguns tumores cerebrais. Conclusões dependem da realização de estudos caros e demorados, que não foram feitos”.

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