Criolo apresenta a nova versão de Ainda Há Tempo no Manos e Minas

A próxima edição do Manos e Minas conta com a participação de um dos importantes nomes do rap nacional: Criolo. Com sensibilidade aguçada e voz inconfundível, ele apresenta a nova versão do disco Ainda Há Tempo, lançado pela primeira vez há dez anos. O programa, comandado por Roberta Estrela D’Alva, vai ao ar neste sábado (13/8), às 19h, na TV Cultura.

A releitura de Ainda Há Tempo surgiu como uma maneira encontrada por Criolo para reconectar seus fãs à rima pulsante de uma década atrás, quando ainda não era tão reconhecido. Ao mesmo tempo, o projeto pretende expandir seus primeiros trabalhos, chegando também às pessoas que passaram a ouvi-lo depois da fama. Com novos produtores e uma escolha musical que deixa a versão antiga bastante enxuta, o CD apresenta faixas com composições e melodias alteradas.

Ao lado do DJ Dandan, Criolo comenta sobre o processo da regravação que, apesar de excluir 13 letras, não enterra a versão original. Com muito carisma e empatia, eles também discorrem sobre a mudança dos versos que, garantem, continuam sendo expressão de luta, esperança e crença numa humanidade melhor.

Segundo Criolo, mudar alguns versos de determinadas composições foi essencial, uma vez que a interpretação antiga abria espaço para que as pessoas pudessem se ofender e que, hoje, ele se enxerga bem mais maduro do que naquela época.

Roberta Estrela D’Alva ressalta a importância do Manos e Minas ao apresentar um VT que conta com a participação do Criolo, quando o programa ainda era comandado por Max B.O. Nele, o rapper faz um manifesto a respeito do espaço que o rap nacional tem nos canais de televisão, assunto que ele volta a comentar nesta edição. Outro ponto que ganha destaque durante o bate-papo com  a apresentadora é seu apoio à luta da tribo indígena dos Mundurukus contra possíveis usinas hidrelétricas em Tapajós.

No palco, com muito entusiasmo, Criolo e DJ Dandan apresentam as faixas Ainda Há Tempo, É O Teste, Lion Man, No Sapatinho, Convoque Seu Buda, Não Existe Amor em SP, Até Me Emocionei, Breaco, Vasilhame e Grajauex.

Outro convidado é o slammer Daniel Marques, que declama poesias sobre assuntos como a aceitação da sensibilidade masculina e a homossexualidade. Para completar a edição, são apresentadas duas reportagens. Uma retrata grafites feitos nas casas de ribeirinhos das comunidades de Belém (PA). Já a outra mostra a primeira festa em esquema de Sound System produzida exclusivamente por mulheres em São Paulo, o Feminine Hi-Fi.

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