“Ele foi uma alma nova em minha vida”, diz Fagner sobre parceria com Zeca Baleiro

O cantor e compositor Fagner é o convidado do ‘Ritmo Brasil’ deste sábado (6). No bate-papo com a apresentadora Faa Morena, o artista relembra os mais de 40 anos de carreira, fala sobre a Fundação Raimundo Fagner, criada para dar continuidade ao trabalho que seus pais faziam, e explica em que sentido se considera um revolucionário da música brasileira. “Minha geração dos anos 70 deu grande contribuição. A Tropicália revolucionou a música brasileira do aspecto cultural, mas acho que nós mexemos no produto em si. Eles nos deram a dica, abriram o horizonte, e acho que nós realizamos isso de maneira popular. Ela foi culturalmente muito forte, muito elogiada, rica, mas a nível comercial não, porque no Brasil existe uma distância entre o povão e a elite intelectual. Acho que o que eu consegui foi trazer um pouco da elite cultural para o povão”, afirma.

Em sua trajetória musical, Fagner fez parcerias com grandes nomes da música, e, dentre elas, destaca sua relação com Zeca Baleiro. “Já faz uns 10 ou 15 anos que nosso encontro de certa maneira mudou minha cabeça. Foi um cara que eu me identifiquei demais. O Zeca foi fundamental e sabe disso, chegou para somar ao meu trabalho, tirar um certo acomodamento que muitas vezes nós temos. Ele foi uma alma nova em minha vida”.  O cantor, que teve Roberto Carlos como ‘espelho’ e foi acolhido por Elis Regina em sua própria casa, ainda revela que adoraria gravar uma música com Maria Bethânia.

Questionado por Faa Morena a respeito de sua proximidade com compositor Belchior nos dias de hoje, Fagner foi enfático. “Não somos mais parceiros e lamento muito, porque o Belchior é um talento incrível. Muita gente me pergunta onde ele está, e eu não sei. Nunca fui amigo de Belchior, gostaria de ter sido, mas isso não aconteceu”, comenta o artista.

Sobre ter vivido o regime militar no país, Fagner diz não ter sido perseguido porque sua música seguia um estilo mais ‘romântico’, e expõe sua posição no atual momento político. “Não sou um atuante político, mas pensante, sim. Artisticamente não é bom se posicionar, nem por um lado, nem pelo outro, porque estamos falando de um Brasil dividido, o que não interessa a ninguém”, comenta.

A entrevista completa irá ao ar no Ritmo Brasil deste sábado (6), às 18h30, pela RedeTV!

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