Estímulos familiares no esporte pautam Vitórias Além do Pódio

Na semana em que se comemora o Dia dos Pais, a série Vitórias Além do Pódio traz o episódio De pais para filhas, em que são contadas as histórias emocionantes de Juliana Veloso, atleta de salto olímpico, e Paola Kokler, atleta paralímpica de basquete. A edição vai ao ar nesta sexta-feira (12/8), às 22h30, na TV Cultura.

Juliana, 35 anos, é carioca e se prepara para sua última olimpíada. O salto vem de família: tanto o pai, Júlio Veloso, quanto a mãe, Neide Lima, já disputaram campeonatos. No entanto, a maior referência da atleta é o irmão mais velho, Gustavo Veloso.

Juliana começou na ginástica olímpica no Fluminense e foi convidada para o campeonato de salto a que assistia. Sem treinar, aceitou o convite, saltou e foi campeã. Desde então, passou a se dedicar exclusivamente ao esporte, sempre se espelhando no irmão, até finalmente descobrir seu próprio potencial: ‘‘Eu sempre lutei para ser o melhor que eu poderia ser. Não almejei ganhar de ninguém, mas fazer o meu melhor’’.

Hoje, a atleta é mãe de dois filhos pequenos, e ela faz questão de levá-los aonde vai. Mesmo se dividindo entre eles e o esporte, Juliana já se aproxima dos recordistas brasileiros em participações olímpicas.

Do outro lado da narrativa está Paola Klokler, paulista, de 25 anos. Nascida com má formação congênita do membro inferior, descobriu o basquete sobre rodas aos dez anos, com um colega de natação. No entanto, antes de se apaixonar pela modalidade, precisou vencer o desafio de sentar em uma cadeira de rodas. Para ela, usuária de prótese, isso significava a perda de autonomia.

Alegre e de bem com a vida, também trabalha como modelo. Já conquistou muitos títulos, nacionais e internacionais, mas, sem dúvida, jogar uma paralimpíada em casa será o maior título de todos. Atualmente, Paola recebe o apoio de uma marca que fornece cadeiras para seus treinos e jogos.

Juliana e Paola têm histórias que se contrapõem e se complementam. O que as une, além do esporte, é a capacidade que cada uma teve de receber os estímulos dos pais, a herança genética e a influência que vem de família, transformando tudo em identidades próprias. Apesar das dificuldades que a vida lhe impôs, Paola sempre enxergou no esporte um caminho para a inclusão e autonomia, enquanto Juliana adaptou-se a uma nova rotina após duas gestações. O esporte está contido nelas e não há nada que mude isso.

Compartilhe no Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários :

Postar um comentário

.