Legado das Águas em São Paulo é destaque no Repórter Eco


O Repórter Eco do próximo domingo (14/8) dá destaque a uma preciosidade na região mais populosa e industrializada do Brasil, o Legado das Águas, em São Paulo. O programa da TV Cultura também apresenta mais duas reportagens, uma sobre a importância de medidas preventivas contra o aquecimento global, e outra sobre o reaproveitamento de uniformes profissionais usados. A edição vai ao ar às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.

Com cerca de 31 mil hectares, equiparando-se ao tamanho da cidade de Curitiba e equivalente a 35 mil campos de futebol, a reserva particular Legado das Águas, em São Paulo, tem 75% da sua área de mata atlântica em excelente estado de conservação, estando quase intocável

A Reserva se estende entre os municípios de Tapiraí, Juquiá e Miracatu e fica próxima à Serra do Mar. A união dos fragmentos da floresta forma um corredor ecológico, fundamental para a vida dos animais, especialmente os que precisam de grandes territórios para viver, desde onças a pássaros multicoloridos.

A maior parte das áreas remanescentes da mata pertence aos proprietários das terras. Com o Legado das Águas não é diferente. Um empresário da indústria de alumínio começou a adquirir as terras montanhosas e quase desertas para construir usinas hidrielétricas ao longo do Rio Juquiá, garantindo a energia necessária para a produção. Segundo a gerente de sustentabilidade Frineia Rezende, “Os cientistas vêm mostrando isso, que quem produz água é a floresta. E com esse conhecimento, já naquela época ele decidiu comprar uma área muito maior pra garantir que no futuro ela continuasse protegida e a água, por consequência, também se mantivesse protegida".

Outra reportagem que tem destaque no programa fala sobre a importância de mobilização social para exigir medidas contra o aquecimento global. Extremos climáticos como seca intensa e fortes pancadas de chuva são cada vez mais frequentes no mundo, afetando a vida de todos, principalmente das pessoas que não têm condições boas o suficiente para sobreviver a ele.

De acordo com Suzana Kahn, presidente do Comitê Científico Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, “temos uma vulnerabilidade muito maior da parcela da população, dos países, que dependem muito de recursos naturais, como a economia baseada em agricultura, por exemplo. Então, qualquer mudança no padrão climático, mais chuva, mais seca, altera toda a economia de uma nação. Para um país que vive de alta tecnologia, isso talvez não impacte tanto. Assim, é muito desigual a influência das mudanças climáticas".

Por fim, o programa apresenta uma reportagem sobre o reaproveitamento de uniformes profissionais usados. Nas indústrias, esse material normalmente vai parar em aterros, no entanto, começaram a surgir empresas que dão o destino correto às roupas. É o caso da Retalhar, que trabalha com sistema de logística reversa e encaminha os tecidos para serem reaproveitados por costureiras.

Jonas Rosenberg Lessa, gestor ambiental, diz: “Por uma questão de segurança, o primeiro passo é retirar dos uniformes usados o logotipo, a marca das empresas de onde eram. Todos os botões e zíperes também são retirados. A partir daí, a matéria prima está pronta para ser processada por cooperativas de costura.”

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