“Namorando” sua medalha, Arthur Nory confessa ter uma cueca da sorte do Mickey



O Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (26) recebeu o ministro da Educação Mendonça Filho e o ginasta medalhista olímpico na Rio 2016 Arthur Nory.

Iniciando a atração, Mendonça Filho justificou sua indicação como ministro da Educação, admitiu que a educação brasileira está muito distante do que se pode considerar adequado e rebateu as acusações de que o governo Temer estaria cortando verbas da Educação.

Além do ministro da Educação, o programa Mariana Godoy Entrevista recebeu, também, o ginasta medalhista de bronze na Rio 2016 na prova do solo Arthur Nory, que relembrou sua carreira, falou sobre seu resultado nos Jogos Olímpicos do Rio e, num momento de descontração, revelou um bastidor da competição: estava usando uma cueca da sorte do Mickey na final olímpica. “Isso era segredo, mas vou revelar. Tenho uma cueca que levei para a Olimpíada e falei que ela seria da sorte. Usei ela no treino de pódio e na final. Ela é do Mickey, porque eu sempre tive o sonho de ir para a Disney”, disparou ele, que ainda não conseguiu visitar o parque.

O atleta disse estar muito feliz com o resultado nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e contou: "Era um sonho que eu tinha desde pequeno". Nory falou sobre a emoção de pisar a Vila Olímpica pela primeira vez: "Era tudo o que eu sempre sonhei". O ginasta reconheceu que o mais difícil havia sido chegar até ali.

Arthur Nory afirmou que nas competições de ginástica "é o psicológico que pesa mais", pois todos estão treinados em bem com seus corpos. Ele não concordou com uma ideia corrente que afirma que os brasileiros têm o lado psicológico mais frágil do que outros atletas, sobretudo de países como Alemanha e Japão, por exemplo: "É tudo trabalhado. A gente trabalha muito a cabeça, tem uma equipe multidisciplinar que ajuda a blindar". O ginasta contou que cada atleta tem seu jeito de se concentrar para as provas e contou como lida com a pressão: "Na hora em que estou no aparelho não tem plateia, não tem juiz".

Nory comentou o momento que está vivendo e o classificou como uma "ressaca pós-olimpíada". Ele, entretanto, disse já ter sentido o reconhecimento do público nas ruas. Questionado se já se cansou de exibir a  medalha olímpica, o atleta foi direto: "Cansado? Não estou não!"

O ginasta disse que todos já tinham ideia de como seria competir no Brasil: "A gente já sabia como ia ser grande de torcida em casa. Para mim é muito bom ter a torcida a favor", reconheceu. Ele, entretanto, admitiu que não conseguir assistir a outros esportes, exceto pela televisão.

Engana-se quem acha que o menino está focado nas férias. Além de pensar no Campeonato Brasileiro da modalidade, que ocorre no final do ano, ele já tem uma nova meta: "No dia seguinte já estava pensando em Tóquio. Até dormi com a medalha. Em Tóquio eu quero outra e de outra cor", confessou.

Arthur Nory se mostrou surpreso com a fama repentina e foi humilde: "Não tô sabendo lidar ainda não". É nítido que se trata de um belo rapaz e, assediado constantemente por meninos e meninas, ele foi questionado se tem interesse em seguir alguma carreira na TV. Nory reforçou seu foco esportivo e descartou qualquer participação em programas de TV. Ele ainda avisou: "Eu quero mais duas olimpíadas, 2020 e 2024".

O atleta elogiou a iniciativa do Bolsa Pódio e o apoio das Forças Armadas, que têm investido em atletas de alto rendimento do país. Nory é terceiro-sargento da Aeronáutica e, por isso, prestou continência quando estava no pódio da Rio 2016. Ele disse que espera que o projeto seja mantido: "Espero que continue, agora que eu fui medalhista".

O ginasta contou o que foi fundamental para conquistar a medalha de bronze nos Jogos: "Foi a decisão de mudar minha série". Nory contou que pediu ao seu técnico essa alteração, para que arriscassem com uma série mais difícil. "isso foi o diferencial", disse antes de concluir: "Eu fui seguro de que ia fazer uma boa prova". Nory ainda elogiou seu técnico, Cristiano Albino: "Eu aprendi toda a ginástica com ele, eu cresci com ele".

Sobre estar preparado para as cobranças que virão com a conquista, ele se disse preparado: "Todo mundo vem cobrar, é uma coisa que a gente filtra. Só de estar em uma olimpíada já é muito difícil para o atleta". Ele ainda enalteceu o feito de Arthur Zanetti, que ganhou a prata nas argolas e não perdeu o ouro, como parta da imprensa veiculou: "A gente sabia que se o grego acertasse a série era dele o ouro".
Arthur Nory se mostrou feliz por fazer parte da história da ginástica brasileira e contou os bastidores da espera pela competição, ao lado do companheiro de quarto na Vila Olímpica e rival de prova Diego Hypólito.

Sobre a vida sentimental, para alegria de admiradoras e admiradores, ele se mostrou tranquilo: "Eu estou namorando a minha medalha". Nory ainda elogiou o carinho das pessoas: "O carinho do fã é muito bom. Eu sou muito grato por todo mundo que torce, que apóia".

Para finalizar, Arthur Nory aconselhou os novatos e disse que é preciso "amar o esporte, acreditar e sonhar" e confessou: "Eu sou sonhador, eu sempre sonho com tudo". O ginasta contou que tinha em seu armário as fotos de três ídolos do esporte: os ginastas Kohei Uchimura, do Japão, Fabian Hambüchen, da Alemanha, e Danell Leyva, dos EUA. No fim das contas, lá estava o menino brasileiro, dividindo os aparelhos com seus ídolos. Sonhar e treinar muito deu certo.


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