“O que me interessa é a próxima medalha, que vai ser no Rio, e eu quero torcida” diz a paratleta Terezinha Guilhermina

Os atletas paralímpicos velocistas Terezinha Guilhermina, Verônica Hipólito e Vinicius Rodrigues foram os convidados do Mariana Godoy Entrevista da última sexta-feira (05). No início do programa, Mariana conversou com Verônica e também com Terezinha, que é deficiente visual e falou sobre o desafio e a garra para alcançar o reconhecimento em sua modalidade. “Várias pessoas me falavam que era impossível eu realizar o sonho de ser campeã mundial (...) Ser deficiente, não enxergar, nunca foi desculpa para que eu não fizesse bem feito. Sou tão perfeccionista no atletismo que acho que ainda não sei correr direito”, comentou ela, que mantém uma rotina intensa de treinos para os Jogos Paralímpicos Rio – 2016.

Conquistar o recorde mundial dos 100, 200 e 400 metros do revezamento só fizeram com que o sonho de uma medalha olímpica aumentasse para Terezinha. “O que me interessa é a próxima medalha, que vai ser ali no Rio, e eu quero torcida!”, vibra a esportista, que também comentou a visibilidade que espera para o evento paralímpico. “Essa visibilidade vai vir, pelo menos estamos torcendo para que esse reconhecimento seja um dos legados que essa Paralimpíada venha deixar”.

Verônica Hipólito não poupou elogios à companheira na entrevista. “Quero seguir uma carreira igual à da Terezinha. A minha categoria é diferente, mas quero ser a atleta mais veloz do mundo e quem sabe um dia eu e a Terezinha poderemos competir juntas”.

O velocista Vinicius Rodrigues também marcou presença na atração e relembrou o acidente que o fez perder a perna aos 19 anos, num momento em que ele sonhava em seguir a carreira militar. “Depois que me reabilitei, com quatro meses eu comecei a andar, no quinto mês comecei a correr e no sexto mês me mudei para São Paulo, onde iniciei essa carreira profissional no atletismo. Comecei a participar dos campeonatos e hoje estou treinando na seleção”, comemorou o jovem. Ele ainda revelou que as pessoas encaram seu desempenho com certa ‘surpresa’. “Quando a pessoa vê o deficiente ser mais eficiente que ela, ela fica constrangida. Chego na academia e começo a correr numa esteira e percebo que o pessoal fica surpreendido com a nossa performance”.

Ao final da atração, Mariana recebeu MC Léo, funkeiro que compôs a música dos Jogos Olímpicos do Rio, ‘Alma e Coração’. “A intenção era fazer uma música que tocasse em qualquer lugar, que não tivesse uma porta que se fechasse. É uma música universal, sempre gostamos de mandar esse som de motivação”, explicou ele.

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