Profissão Repórter - De lixos a animais, acumuladores vivem em locais amontoados e isolados do convívio social



Uma casa lotada de coleções de brinquedos, roupas e instrumentos. Em outra, mais de 70 cachorros vivem juntos, sem qualquer estrutura necessária para essa quantidade de animais. Pedaços de madeira, entulho, objetos usados, tudo pode ser importante ou servir para alguma coisa. É assim que pensam os acumuladores, pessoas que passam a vida juntando objetos, lixo e animais de maneira desequilibrada, como mostra o ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 31.

Em um apartamento de 140m², Caco Barcellos encontra Idalce Reis, uma empregada doméstica que ficou sozinha depois da morte da patroa e passou a acumular brinquedos, roupas, relógios, instrumentos musicais e muitas outras coisas. Com a aposentadoria, ela vai de brechó em brechó em busca de algo que possa ser útil. “Em alguns momentos, ela envia até um caminhão cheio de brinquedos para crianças carentes”, conta Barcellos.

Depois de uma busca, Guilherme Belarmino encontrou dois homens que têm algumas coisas em comum: ambos são sozinhos, criam mais de 70 cachorros e vivem de doações para conseguir mantê-los, no Rio Grande do Sul. “Tecnicamente, foi muito complicado fazer essa reportagem porque o ambiente é muito confuso, os cachorros vêm pra cima, querem brincar, morder. E também porque precisamos entender o que se passa na cabeça daquelas pessoas; elas acham que é sua missão salvar os cães”, relata o repórter. O departamento de psicologia da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica) tem um grupo que estuda o caso de 30 acumuladores e que tem oferta de tratamento para aqueles que aceitam.

A equipe do ‘Profissão Repórter’ chega ainda à casa de um homem que morreu ao lado do lixo acumulado dentro de casa, em Guarulhos (SP). Em três dias de trabalho, a prefeitura retirou 30 caminhões de entulhos da residência de William Ferreira, morto aos 76 anos. “Ele trocava os filhos pelas madeiras, pelo entulho, infelizmente”, diz uma das filhas, que saiu de casa porque não conseguia mais conviver com o lixo acumulado pelo pai.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar às quartas-feiras, depois do futebol.

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