A Lei do Amor não parece uma novela de Maria Adelaide Amaral

By | 1 comment
A Lei do Amor nem de longe lembra outras novelas assinadas por Maria Adelaide Amaral, como Sangue Bom e TiTiTi, que eram elogiadas por terem "textos inteligentes" e ótimas sacadas, ou Anjo Mau, sucesso inclusive em cada uma de suas três reprises.

O que sobra no atual enredo das 21h são situações confusas. A última, envolve Pedro (Reynaldo Gianecchini): não faz o menor sentido o personagem trair Helô (Claudia Abreu) nessa altura do campeonato, com a trama chegando ao fim. Além disso, não condiz com a postura do velejador.

Pior ainda: repetindo uma cena que aconteceu no início do folhetim. Mas repeteco pouco é bobagem, afinal, Helô novamente esconde do amado que espera um filho dele. Justo Pedro, que também não sabia da existência de Stelinha.

E a Marina (Alice Wegmann)? Se ela for Isabela, o final vai ser ridículo. Se realmente seu nome é Marina, uma pessoa muito parecida com o papel desaparecido ou uma irmã, idem. Em duas situações a massagista já surgiu se definindo como Isabela – na última, bem interessada no vídeo gravado por Magnólia (vera Holtz) -, porque fazer o telespectador de bobo só uma vez é bobagem.

Ainda tem Vitória (Camila Morgado) descobrindo somente agora que Caio é fruto de um estupro, Salete (Claudia Raia) em vias de se dar mal por conta do mesmo criminoso (a cena ainda não foi ao ar, então, sem maiores detalhes).

A Lei do Amor, que tinha tudo para ser uma grande trama, justamente por ter assinatura de Maria Adelaide, se perdeu tal qual Babilônia para agradar o público, e virou uma obra mexicana ruim - existem as boas - com tantos absurdos.

E pensar que Maria Adelaide Amaral ... continue lendo
Postagem mais recente

Um comentário:

  1. Eu já não consigo ver A lei do amor todos os dias. Sou difícil me enjoar de novela, sou até paciente, mas não dá. Falando em mexicanas: há muitas ótimas e há as boas que mesmo com situações absurdas sabem colocar essas situações dentro de um universo próprio em que o telespectador entra e compra o que propõe. Não só nas mexicanas, mas em brasileiras mesmo. Há novelas que conseguem vender seus universos e conseguem ser interessantes. Já A lei do amor se tornou massante, repetitiva, chata, inverosímel e não inverosímel no sentido de ser realista, mas inverosímel no sentido de não conseguir construir uma história que o público compre. Lamentável. Ótima reflexão. Outro dia mesmo me perguntava isso como pode ser uma novela dos mesmo autores de Tititi que era ótima em todos os sentidos e de Sangue Bom.

    ResponderExcluir