Enquanto concorrentes apostam em circo, Globo prioriza jornalismo informal sem baixar o nível

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Nos últimos tempos, o jornalismo televisivo tem passado por uma transformação, com jornalistas que até pouco tempo pareciam meros robôs leitores de notícias que passaram a fazer algumas gracinhas no vídeo.

Como consequência, agora vemos William Bonner chamando a "moça do tempo" por seu apelido, o pessoal do Bom Dia Brasil imitando o eterno Mussum (Cacildis!) ou Boris Casoy dando uma banana durante um informativo.

Mas é preciso estabelecer um limite entre o aceitável e o "fim da picada", como ocorre especialmente nos jornais matinais e vespertinos do SBT e Record. Ah, e da Band, com o Brasil Urgente.

Como se não bastasse ter que engolir um jovem de 18 anos sem o menor preparo comandando o Primeiro Impacto, o telespectador ainda o viu fazendo strip-tease e dando "sarradas", fora as infinitas insanidades cometidas por apresentadores do Balanço Geral Brasil afora, ou no Cidade Alerta.

Tentando mesclar informação de qualidade e informalidade com limites, a Globo lançou as novidades do Bom Dia SP e SPTV (ou SP1/SP2) nesta segunda-feira (08), apostando em novas vinhetas, mudanças no cenário, GCs, porém, mantendo o foco na informação, interatividade, prestação de serviços e com uma pitada de bom humor.

Ou seja, o público pode escolher, pela manhã, acordar com Dudu Camargo – ou o BG, da Record - extrapolando e promovendo um jornalismo circense tendo apoio de Silvio Santos, mesmo com os sofríveis 2 pontos de média, ou encarar Rodrigo Bocardi com suas gracinhas, mas tendo por trás uma aposta em jornalismo de qualidade produzido por uma equipe com profissionais respeitados, apesar de muitas vezes ser visto como parcial.

O difícil, no caso, é encontrar quem esteja sendo imparcial hoje em dia... Mas isso é assunto para outra crítica!

Até aqui, continue lendo...
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